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Dinheiro
03/12/2008 - 13h24

Vale demite 1.300 funcionários e 5.500 têm férias coletivas; mais afetados estão em MG

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da Folha Online

A Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo, segundo a assessoria de imprensa da mineradora. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.

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Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
Vale já cortou em 30 milhões de toneladas métricas a produção anual de minério de ferro
Vale já cortou em 30 milhões de toneladas métricas a produção anual de minério de ferro

Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.

Ainda segundo a Vale, a intenção é reduzir ao mínimo o número de demissões, devido ao elevado nível de qualificação e de investimento em treinamento.

Em relação às férias coletivas, os 5.500 funcionários atingidos pela medida devem parar de maneira escalonada. A previsão é que o revezamento ocorra até fevereiro.

A Vale informou no fim de outubro que vai reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, explicou que o corte de 30 milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira internacional.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Presidente da Vale, Roger Agnelli, diz que ajuste da produção é momentâneo
Presidente da Vale, Roger Agnelli, diz que ajuste da produção é momentâneo

Siderúrgicas

Entre as siderúrgicas, a ArcerlorMittal anunciou na última quinta-feira que pretende demitir até 9.000 empregados no mundo. As demissões serão feitas de forma voluntária. Elas atingirão primeiro os empregados dos setores não-produtivos, que trabalham em vendas, administração e serviços gerais. Nessas categorias, o grupo tem como meta reduzir seus gastos em US$ 1 bilhão, em resposta à atual crise financeira global.

A empresa empregava no final de 2007 cerca de 35,5 mil pessoas na América do Norte. O grupo não especificou o número de funcionários que possui nos Estados Unidos.

Também na semana passada, o grupo siderúrgico brasileiro Gerdau anunciou que vai antecipar a parada das subsidiárias Açominas e da Siderperú (Empresa Siderúrgica del Peru) para trabalhos de manutenção. A Gerdau admitiu que a medida também tem por objetivo reduzir a produção em um momento de queda da demanda mundial do aço por parte de clientes importantes, como os setores automobilístico e de construção.

Em reunião com investidores, o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter, reconheceu que a companhia pode tomar medidas semelhantes em outras fábricas, principalmente dos Estados Unidos e de outros países da América Latina, para adequar a produção a uma demanda mundial menor.

Segundo ele, a empresa prevê uma queda de 24% no volume de vendas para o último trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2007.

Comentários dos leitores
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
Ontem ouvi no rádio um jornalista que fala sobre o mundo automotivo dizer que não houve tsunami e nem marola por que o brasileiro continua comprando carros. Ora, um habito comum ao brasileiro é a ostentação, para isso muitos se endivida para adquirir bens que não são compatíveis com seu nível de vida. Esse fenômeno podemos observar principalmente com três bens de consumo:
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
sem opinião
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Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Condenado a 150 anos e cobertura confiscada.
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
3 opiniões
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M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
Herança da crise:
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira acumula queda de 5,1% nos últimos doze meses encerrados em maio, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1991, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."
Um dado interessante é que, a redução do IPI como forma de incentivar o comércio e fazer o dinheiro continuar girando teve uma variável inesperada, o consumidor não desfrutou deste desconto integralmente (em média de 5%). .Em alguns casos o desconto do consumidor foi de apenas 2% , o resto foi agregado ao lucro do comerciante, distribuidor ou produtor. Esse percentual é apenas metade do IPCA do primeiro trimestre, ou seja não cobriu nem a inflação durante a metade do período da crise..
Ai fica a pergunta, esse desconto de 2% (que não consegue motivar consumidores que foram ás compras), o que levou as pessoas a comprarem? Conhecendo o brasileiro, sabemos que ele é um comprador emocional, quase compulsivo.
sem opinião
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