Bovespa cede 0,13% com cena externa adversa; dólar marca R$ 2,39
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não resiste à onda de más notícias sobre a economia européia e americana, que derruba as principais Bolsas de Valores mundiais. Os investidores temem o aprofundamento da crise financeira e seus efeitos sobre a economia global. O câmbio reflete esse nervosismo e oscila bastante, batendo os R$ 2,39. O Banco Central já entrou por vezes no mercado de moeda.
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O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, registra leve baixa de 0,13% e marca os 34.962 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,42 bilhão.
O dólar comercial é cotado a R$ 2,392 para venda, estável. A taxa de risco-país marca 516 pontos, número 0,58% acima da pontuação anterior.
O Banco Central já vendeu dólar no mercado à vista por duas vezes logo após a abertura dos negócios nesta quarta-feira, para tentar deter a escalada das taxas. Pouco depois, a autoridade monetária realizou o já programado leilão de moeda para repasse aos exportadores, em que vendeu aos bancos US$ 1,95 bilhão.
As Bolsas européias e americanas operam em direções mistas: o índice FTSE, da Bolsa de Londres, sobe 0,24%, enquanto o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, cai 0,89%. Nos EUA, o índice Dow Jones, que é a referência global para os investidores, virou e sobe 0,55%.
Logo pela manhã, o investidor reagiu mal à notícia de que o setor de serviços na zona do euro sofreu uma contração recorde em novembro, segundo o instituto de pesquisa Markit. As notícias vindas dos EUA não contribuíram para melhorar o ambiente: a consultoria Challenger Gray & Christmas divulgou que os anúncios de cortes de empregos atingiram 181.671 vagas em novembro, um aumento de 61% em relação a outubro e de 148% em relação a novembro de 2007.
No ínicio desta tarde, novos indicadores ruins reforçaram o mau humor predominante no mercado: o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) confirmou que o nível de atividade do setor de serviços nos EUA caiu ainda mais do que o esperado por analistas: a sondagem revelou uma leitura de 37,3 pontos em novembro, ante 44 pontos em outubro. Economistas do setor financeiro estimavam pelo menos 42 pontos.
Entre as poucas notícias positivas do dia, a MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) revelo que a demanda por empréstimos hipotecários mais que dobrou (112%) na semana passada, com o novo programa do Federal Reserve (banco central dos EUA).
No front doméstico, o BC informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saídas e entradas de dólares) continua negativo, desta vez em US$ 7,2 bilhões. Trata-se do pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo.
A Vale anunciou um corte de 1.300 funcionários em suas unidades espalhadas pelo mundo. A mineradora também colocou outros 5.500 em férias coletivas. Segundo a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale.
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A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
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Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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