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Dinheiro
03/12/2008 - 14h11

Bovespa cede 0,13% com cena externa adversa; dólar marca R$ 2,39

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não resiste à onda de más notícias sobre a economia européia e americana, que derruba as principais Bolsas de Valores mundiais. Os investidores temem o aprofundamento da crise financeira e seus efeitos sobre a economia global. O câmbio reflete esse nervosismo e oscila bastante, batendo os R$ 2,39. O Banco Central já entrou por vezes no mercado de moeda.

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O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, registra leve baixa de 0,13% e marca os 34.962 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,42 bilhão.

O dólar comercial é cotado a R$ 2,392 para venda, estável. A taxa de risco-país marca 516 pontos, número 0,58% acima da pontuação anterior.

O Banco Central já vendeu dólar no mercado à vista por duas vezes logo após a abertura dos negócios nesta quarta-feira, para tentar deter a escalada das taxas. Pouco depois, a autoridade monetária realizou o já programado leilão de moeda para repasse aos exportadores, em que vendeu aos bancos US$ 1,95 bilhão.

As Bolsas européias e americanas operam em direções mistas: o índice FTSE, da Bolsa de Londres, sobe 0,24%, enquanto o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, cai 0,89%. Nos EUA, o índice Dow Jones, que é a referência global para os investidores, virou e sobe 0,55%.

Logo pela manhã, o investidor reagiu mal à notícia de que o setor de serviços na zona do euro sofreu uma contração recorde em novembro, segundo o instituto de pesquisa Markit. As notícias vindas dos EUA não contribuíram para melhorar o ambiente: a consultoria Challenger Gray & Christmas divulgou que os anúncios de cortes de empregos atingiram 181.671 vagas em novembro, um aumento de 61% em relação a outubro e de 148% em relação a novembro de 2007.

No ínicio desta tarde, novos indicadores ruins reforçaram o mau humor predominante no mercado: o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) confirmou que o nível de atividade do setor de serviços nos EUA caiu ainda mais do que o esperado por analistas: a sondagem revelou uma leitura de 37,3 pontos em novembro, ante 44 pontos em outubro. Economistas do setor financeiro estimavam pelo menos 42 pontos.

Entre as poucas notícias positivas do dia, a MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) revelo que a demanda por empréstimos hipotecários mais que dobrou (112%) na semana passada, com o novo programa do Federal Reserve (banco central dos EUA).

No front doméstico, o BC informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saídas e entradas de dólares) continua negativo, desta vez em US$ 7,2 bilhões. Trata-se do pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo.

A Vale anunciou um corte de 1.300 funcionários em suas unidades espalhadas pelo mundo. A mineradora também colocou outros 5.500 em férias coletivas. Segundo a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... sem opinião
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Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
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Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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