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Dinheiro
03/12/2008 - 16h42

Dólar fecha a R$ 2,47 mesmo com ações do BC; Bovespa perde 0,58%

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da Folha Online

Atualizado às 16h48.

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,475 para venda, em um forte avanço de 3,46%, nas últimas operações desta quarta-feira. Trata-se da taxa mais alta desde junho de 2005. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,530, em um recuo de 0,78%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perde 0,58%, aos 34.796 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 2,64 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 1,06%.

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"Não vi nenhuma notícia mais forte que tenha realmente afetado o mercado. A alta de hoje foi principalmente uma questão de fluxo. As saídas estão muito fortes", comenta Vanderley Muniz, operador da corretora gaúcha Onnix. Outro operador, que falou sob anonimato, relata que o mercado está volátil demais, sem que as intervenções do BC façam efeito para deter a onda especulativa com origem no mercado futuro.

Operadores acusam uma forte saída de moeda nos últimos dias, principalmente por conta da habitual remessa de lucros e royalties por fundos e empresas estrangeiras. Hoje, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saídas e entradas de dólares) continua negativo, desta vez em US$ 7,2 bilhões. Trata-se do pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo.

Em paralelo, o giro de negócios de mercado de câmbio está mais curto, com a relativa ausência dos exportadores, que ainda se ressentem da falta de crédito na praça. Para amenizar o problema, o BC voltou a realizar um leilão de dólares, com o compromisso de que os bancos tomadores repassem os recursos para a exportação (ACCs e ACEs).

A autoridade monetária ofereceu US$ 2 bilhões em recursos e aceitou 16 propostas, num total de US$ 1,95 bilhão.

Além do leilão de linhas para comércio exterior, o BC também voltou a vender moeda no mercado à vista (com queima de reservas). No primeiro leilão de moeda, às 10h28, o órgão aceitou ofertas por R$ 2,3915; no segundo leilão, às 10h44, a autoridade monetária vendeu moeda por R$ 2,3755.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias de bancos, revisou para menos as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 13,56% ao ano para 13,53%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,93% para 13,72%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 14,27% para 14,12%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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