Exportadores terão ajustes mais difíceis, diz Dilma; Vale demite 1.300
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quarta-feira que empresas como a mineradora Vale do Rio Doce, que dependem muito de exportações, terão mais dificuldade de fazer ajustes durante a crise econômica. A Vale anunciou hoje a demissão de 1.300 funcionários e a entrada em férias coletivas de 5.500 pessoas em todo o mundo.
"Vai haver alguns processos de férias coletivas como já estão havendo e o que nós esperamos é que essa recomposição ocorra. As empresas que têm uma dependência maior das exportações terão um ajuste mais difícil", disse, após participar de audiência na Câmara dos Deputados.
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A ministra repetiu que os investimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e da área social serão mantidos para fortalecer o mercado interno e manter a demanda aquecida. Ela admitiu, no entanto, que haverá uma piora na criação de empregos.
"Vai haver uma inflexão [do emprego], mas tentamos evitar de todas as maneiras possíveis para que essa inflexão seja a menor possível", afirmou.
Gastos
Dilma disse ainda que o governo federal reverá os gastos com custeio para "cortar gorduras". Ela rebateu, no entanto, as críticas de que o governo deveria cortar gastos com pessoal.
"Esta questão de enxugar pessoal é uma neurose que temos do passado", disparou.
Vale
A Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo, segundo a assessoria de imprensa da mineradora. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.
Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
Ainda segundo a Vale, a intenção é reduzir ao mínimo o número de demissões, devido ao elevado nível de qualificação e de investimento em treinamento.
Em relação às férias coletivas, os 5.500 funcionários atingidos pela medida devem parar de maneira escalonada. A previsão é que o revezamento ocorra até fevereiro.
A Vale informou no fim de outubro que vai reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia.
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Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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Fica o registro. E nem precisa da palavra do Meireles.
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