Dinheiro
04/12/2008 - 10h33

Chanceler da Alemanha defende medidas do país para apoiar economia

Publicidade

da Efe

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu nesta quinta-feira as medidas de seu governo para reativar a economia das críticas que sofreu na comunidade européia.

"Com os 32 bilhões de euros que queremos aprovar hoje no Parlamento estaremos entre os países da União Européia que darão mais impulso à conjuntura", disse Merkel ao Bundestag (Câmara baixa, de deputados) sobre o próximo Conselho Europeu.

Merkel lembrou que os planos da Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE), contemplam um pacote adicional de impulso aos investimentos no valor de 200 bilhões de euros, o que representa 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) da UE. Deste total, a comissão assumirá 30 bilhões de euros, e o resto espera conseguir dos parceiros.

A chanceler insistiu em que, vistos os números, o "pacote é apresentável". No entanto, Merkel não quis excluir que, em caso de necessidade, a Alemanha habilite novos fundos. "Dissemos que analisaremos o curso da crise, pois a situação vai mudando; no início de ano veremos o que faremos, mas atualmente não podemos dizer se aprovaremos medidas adicionais", afirmou.

Mudança climática

Além de abordar o programa, Merkel referiu-se também ao outro grande tema do Conselho Europeu, o pacote de medidas para a luta contra a mudança climática.

A chanceler antecipou que a Alemanha, como "locomotiva européia", defenderá com firmeza que a proteção do clima não se faça com perda de empregos.

Embora tenha reafirmado seu apoio aos objetivos de reduzir as emissões de CO2 em 20% até 2020, em relação a 1990, elevar a participação das energias renováveis em até 20% do total e economizar 20% de energia.

No entanto, ressaltou a Alemanha lutará para conseguir exceções para os ramos industriais que têm um consumo energético especialmente intenso, como a siderurgia, o cimento e a química.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4366)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca