Vale anuncia corte na produção de níquel em unidades do Canadá
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
Atualizado às 11h29.
A Vale do Rio Doce anunciou nesta quinta-feira que vai reduzir sua produção de níquel, com a paralisação de unidades localizadas no Canadá. Em comunicado ao mercado, a empresa afirma que o corte ocorre "em virtude das condições atuais no mercado global de níquel". A empresa já havia cortado em cerca de 20% a produção de níquel na Indonésia.
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A partir de janeiro de 2009, a Vale irá fechar por tempo indeterminado a mina de CC South (Copper Cliff South), localizada em Sudbury, província de Ontário, que é responsável pela produção de 8.000 toneladas métricas de níquel por ano.
Além disso, a empresa informa no comunicado que as operações de Voisey's Bay, localizadas na província de Terra Nova, e que compreendem a mina de Ovoid e uma planta de processamento, também serão paralisadas durante o mês de julho do ano que vem.
Esta operação é responsável pela produção de concentrado de níquel e cobre, e nos nove primeiros meses de 2008 contribui para a produção de 58.000 toneladas de níquel e 39.000 toneladas de cobre em concentrado.
A Vale afirmou também que decidiu adiar por um ano o início do desenvolvimento do projeto CC Deep (Copper Cliff Deep), que possui previsão de investimento total de US$ 814 milhões, dos quais US$ 138 milhões haviam sido orçados para dispêndio em 2009.
Aposentadoria
A redução da produção no Canadá será acompanhada por um programa de aposentadoria voluntária para funcionários elegíveis em todo o mundo, através de sua subsidiária Vale Inco.
"Tendo em vista as incertezas existentes no cenário econômico global, a Vale mantém a opção de administrar seu ritmo de produção de acordo com as condições de mercado", afirma a empresa no comunicado.
Demissões
Ontem, a Vale anunciou 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo. Além disso, outros 5.500 funcionários entram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.
Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
A Vale informou no fim de outubro que vai reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega e China, além de Canadá e Indonésia.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, explicou que o corte de 30 milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira internacional.
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Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
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Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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