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Dinheiro
04/12/2008 - 12h14

Garibaldi diz que Lula e Mantega tem "diferenças de sentimento" sobre crise

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Preocupado com as demissões anunciadas pela empresa Vale do Rio Doce, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta quinta-feira que há "diferenças de sentimento" entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para o senador, o discurso de Mantega é cauteloso, enquanto o de Lula é otimista.

"Sentimos que há alguma diferença no sentimento de um [Lula] e de outro [Mantega]", afirmou Garibaldi, referindo-se às análises feitas pelos dois sobre os efeitos da crise financeira internacional. "[Mas] acreditamos que eles possam estar sincronizados de alguma maneira ao falarem sobre isso."

Para o peemedebista, a "diferença" mais expressiva nos discursos do presidente e do ministros está na forma como entendem o que irá ocorrer com a economia brasileira. Garibaldi disse que Mantega afirma que haverá desaceleração, enquanto Lula não menciona a possibilidade.

Vale

O presidente do Senado lamentou o anúncio de demissões feito pela Vale. Ontem, a empresa 1.300 demissões no mundo, das quais 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e em outros países.

A Vale também determinou que outros 5.500 funcionários entrem em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.

"O mais grave da crise é quando tem notícia de desemprego", afirmou Garibaldi. "O ministro Mantega disse que [os efeitos da crise] ainda não eram preocupantes, mas que poderia ocorrer um período de férias coletivas", disse o senador.

Segundo a Vale, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas --seus principais clientes.A mineradora tem cerca de 62 mil funcionários no mundo.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que o corte de 30 milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira internacional.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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