Garibaldi diz que Lula e Mantega tem "diferenças de sentimento" sobre crise
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Preocupado com as demissões anunciadas pela empresa Vale do Rio Doce, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta quinta-feira que há "diferenças de sentimento" entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para o senador, o discurso de Mantega é cauteloso, enquanto o de Lula é otimista.
"Sentimos que há alguma diferença no sentimento de um [Lula] e de outro [Mantega]", afirmou Garibaldi, referindo-se às análises feitas pelos dois sobre os efeitos da crise financeira internacional. "[Mas] acreditamos que eles possam estar sincronizados de alguma maneira ao falarem sobre isso."
Para o peemedebista, a "diferença" mais expressiva nos discursos do presidente e do ministros está na forma como entendem o que irá ocorrer com a economia brasileira. Garibaldi disse que Mantega afirma que haverá desaceleração, enquanto Lula não menciona a possibilidade.
Vale
O presidente do Senado lamentou o anúncio de demissões feito pela Vale. Ontem, a empresa 1.300 demissões no mundo, das quais 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e em outros países.
A Vale também determinou que outros 5.500 funcionários entrem em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.
"O mais grave da crise é quando tem notícia de desemprego", afirmou Garibaldi. "O ministro Mantega disse que [os efeitos da crise] ainda não eram preocupantes, mas que poderia ocorrer um período de férias coletivas", disse o senador.
Segundo a Vale, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas --seus principais clientes.A mineradora tem cerca de 62 mil funcionários no mundo.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que o corte de 30 milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira internacional.
Leia mais
- Governo admite que desemprego aumentará em 2009
- Casas Bahia nega crise, mas lucro da rede cai 50%
- Governo perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a União
Leia mais
- Depois dos cortes de Vale e Votorantim, governo estuda medidas antidesemprego
- Banco Central Europeu reduz taxa de juros para 2,5% ao ano
- Governo francês anuncia novo pacote econômico de US$ 33 bilhões
Especial
Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
* Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar
avalie fechar