Dinheiro
04/12/2008 - 13h36

Pedidos de seguro-desemprego caem em 21 mil nos EUA

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da Efe, Washington

O número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caiu em 21 mil na semana passada, mas a média em quatro semanas de novas solicitações e de pessoas que recebem o benefício chegou ao nível mais alto em 16 anos, informou nesta quinta-feira o governo americano.

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Na semana passada, houve 509 mil solicitações do subsídio pago pelos governos dos Estados, informou o Departamento de Trabalho dos EUA.

Este dado foi o menor número de solicitações desde a semana que terminou em 1º de novembro, e os pedidos caíram em duas semanas consecutivas, depois que tinham chegado ao nível de 543 mil, o mais alto em 16 anos.

A média em quatro semanas das solicitações --um dado que compensa eventos únicos, como condições meteorológicas e feriados-- subiu em 6,25 mil.

O número de pessoas que na semana encerrada em 22 de novembro continuavam recebendo o subsídio aumentou em 89 mil e chegou a 4,09 milhões.

A média em quatro semanas das pessoas que continuavam no seguro-desemprego subiu para 4 milhões, o número mais alto desde 1983.

O dado das novas solicitações de seguro-desemprego mostra o ritmo de perda de empregos. Além disso, o relatório sobre as pessoas que continuam recebendo o subsídio indica a dificuldade para conseguir um novo trabalho.

O governo divulgará nesta sexta-feira o índice oficial de desemprego no mês de novembro. A maioria dos analistas acredita que, no mês passado, a economia teve uma perda líquida de cerca de 300 mil postos de trabalho e que o desemprego subiu dois décimos, para 6,7% da força de trabalho.

Recessão

O Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês) divulgou na última segunda-feira (1º) que a economia dos EUA está em recessão desde dezembro de 2007.

Neste ano, os EUA não tiveram dois trimestres sucessivos de contração econômica, que é o parâmetro usual para dizer que o país está em recessão, mas o NBER afirmou que a piora do emprego e os dados ambíguos sobre a produção justificam a decisão.

Nos primeiros nove meses do ano foram perdidos 1,2 milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e esse número poderia aumentar em mais de 300 mil na sexta-feira, quando serão divulgados os dados de emprego de novembro.

O Nber, composto por economistas independentes de prestígio, descreve uma recessão como um período no qual o crescimento econômico perde força, os negócios deixam de crescer, o emprego cai, o desemprego aumenta e diminuem os preços dos imóveis.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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