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Dinheiro
04/12/2008 - 18h33

Sem sustentar recuperação, Bovespa fecha em queda de 0,48%

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilou bastante na jornada desta quinta-feira, mas longe das oscilações dramáticas vistas em setembro e outubro. Sem resistir à bateria de más notícias da economia americana, o mercado brasileiro emendou mais um pregão morno, em que cedeu perto da conclusão das operações. O câmbio foi fortemente pressionado e alcançou R$ 2,53, a maior taxa em três anos.

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O preço do barril de petróleo desceu para US$ 43 na praça de Nova York (Nymex), em sua menor cotação desde 2005. O banco americano Merrill Lynch divulgou hoje relatório em que projeta um preço de US$ 50 em 2009 para a commodity (matéria-prima), mas adverte que a cotação pode chegar a US$ 25, se a recessão global atingir a China.

"Em nossa visão, os preços do petróleo podem atingir um 'piso' no final do primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre, com o desaquecimento típico da demanda. Então, com a atividade econômica começando a se intensificar, nós podemos ver um modesta recuperação dos preços no segundo semestre", avalia a equipe de analistas do banco americano.

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, cedeu 0,48% no fechamento e alcançou os 35.127 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,62 bilhões, praticamente a metade do giro médio dos últimos 11 meses (R$ 5,6 bilhões/dia).

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,536 para venda, o que representa um avanço de 2,46% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 525 pontos, número 2,53% acima da pontuação anterior.

"Eu achei até natural que o dólar tenha atingido a casa dos R$ 2,50. Quando chegou a R$ 2,35, muita gente ficou assustada com o nível das taxas e, na corretora, nós vimos muita gente antecipando pagamentos ao exterior, até como forma de se precaver contra o que poderia ocorrer em janeiro, quando se espera ter uma visão mais clara da crise mundial", comenta Cristiano Zanuzo, gerente de câmbio da corretora Renova.

Entre as principais notícias do dia, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou hoje a redução da taxa básica de juros para 2,5%, em uma redução de 0,75 ponto percentual, em linha com as expectativas do mercado financeiro. O Banco da Inglaterra também decidiu hoje rebaixar os juros primários do Reino Unido para 2%, uma redução de um ponto percentual.

A notícia animou o mercado por pouco tempo e logo a economia americana forneceu dados que renovaram o mau humor dos investidores. A demanda por bens industriais nos EUA caiu pelo terceiro mês consecutivo em outubro --um decréscimo de 5,1% sobre setembro-- a pior retração em oito anos, de acordo com as estatísticas do Departamento de Comércio.

O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a cifra total de solicitações pelos benefícios do seguro-desemprego caiu para 509 mil na semana passada, menos do que previam economistas do setor financeiro (537 mil). O número, no entanto, pode ter sido afetado pelo feriado na quinta-feira ('Thanksgiving').

Brasil

As notícias não foram melhores no cenário doméstico. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou que a produção de veículos recuou 28,6% em novembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2007. Ainda segundo a associação, o número de empregos nas montadoras brasileiras registrou queda em novembro pela primeira vez desde dezembro de 2006.

E a CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontou que o faturamento da indústria brasileira caiu 0,2% entre setembro e outubro. As horas trabalhadas recuaram 0,3% enquanto o emprego apresentou avanço de apenas 0,1%.

Comentários dos leitores
J A (51) 04/07/2009 01h12
J A (51) 04/07/2009 01h12
Preparem-se para uma queda ainda maior do dolar...se saiu $1 Bi e o dolar ainda esta a R$1.95, quando comecar a entrar dolar denovo o preco vai pro chao...
Eh simples, qd o dolar sai os investimentos em reais tem que ser convertidos pra dolar, isso aumenta a demanda por dolar e consequentemente aumenta o preco da moeda....quando o dolar entra eh o contrario, alguem tem que vender dolar pra pegar reais p/ investir no Brasil...qd os investimentos voltarem o dolar pra pra perto do R$1...acho que por final de 2010.
Exportadores que se segurem.
sem opinião
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carlos silva (1) 02/07/2009 20h41
carlos silva (1) 02/07/2009 20h41
O pior da crise já passou, frase escrita por comentarista econômico em maio de 2008.
A crise será revertida e no ano que vem o Brasil deve voltar a crescer economicamente, frase dita esse mês por vários economistas.
A crise chegou ao fim e a economia se estabiliza, apesar que permanecer em patamres baixos, frase dita essa semana por alguns economistas.
Numa parafrase, em tempos de crise econômica a primeira vítima econômica é a verdade.
4 opiniões
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Ronaldo Pignataro (55) 30/06/2009 16h08
Ronaldo Pignataro (55) 30/06/2009 16h08
Não sei dizer quais são os processos cerebrais e químicas resultantes que fazem com que as pessoas vejam "coisas", ou resumindo, o princípio científico das miragens. Mas qualquer que seja ele, parece ter tomado conta de muitos, e Brasília parece deter um dos focos do que pode virar uma pandemia grau máximo em pouco tempo.
O que acontece é, o que parece, o abandono dos velhos compêndios das teorias macroeconômicas e, em seus lugares, o estudo dos livretos "O Segredo" , "A lei da Atração" , "O Universo Conspira a Seu Favor" e outros do mesmo calibre, adotados, agora, com maestria, pelas autoridades que ditam os destinos da economia nesse país.
Não sou contra ao otimismo e nem à teoria da predisposição positiva na boa influência dos acontecimentos, mas o que se vê é uma distorção grotesca da realidade, a negação dela ou da cegueira diante de fatos que lhes batem na cara.
Quantas vezes, por exemplo, o "pior já passou"?
E a "estabilização da queda"?, alguém já ouviu falar em queda estável? Vi essa invenção na Folha On Line, mas tiraram a matéria do ar antes que eu pudesse copiá-la, ou exibir aqui o link. A realidade é que o ritmo de piora permanece inalterado ou o fundo do poço mais embaixo, nada de estabilidade.
"A minha posição é de que nós precisamos transformar isso em uma política permanente", disse Lula. Disse isso a respeito da política de redução de IPI para os veículos, mas falta pouco para esse governo assumir que a política é a arte de bem governar as elites e não os povos, que a provisão de recursos é infinita, e que o futuro um mundo em que todos teriam quatro rodinhas, mais redondas as dos chineses, e as nossas mais ovais.
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