Dinheiro
05/12/2008 - 09h38

Zona Franca tem 132% mais dispensas do que no ano passado

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

O impacto da crise internacional já dá mostras fortes na Zona Franca de Manaus. As demissões de trabalhadores no mês de novembro aumentaram 132% em relação ao mesmo mês no ano passado.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, foram dispensadas 1.580 pessoas em novembro, contra 680 em novembro de 2007, como efeito da retração nas vendas e na produção de produtos como motocicletas e televisores.

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Os empresários dizem que as demissões não são resultado apenas da crise. "Não dá para afirmar que as demissões que existiram até o momento sejam somente por conta da crise global. Há demissões em razão de ajustes de demanda no mercado e há demissões em razão de baixa sazonalidade de produtos", disse Maurício Loureiro, presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas).

Em outubro, quando a crise começou, as montadoras de duas rodas concederam férias forçadas, mas sem demissões. O sindicato diz que, em novembro, a indústria de motocicletas Dafra demitiu 490 empregados --90 tinham carteira assinada; os outros eram terceirizados. A Sundown Yamaha Honda, outra fábrica do setor, também acena com cortes na folha de pagamento.

No setor de eletroeletrônicos, ocorreram demissões nas fábricas da Sony, da Semp Toshiba e da Nokia, segundo o sindicato. Mais 1.630 empregados serão demitidos na primeira semana deste mês. Os prestadores de serviço serão os mais atingidos. Em outubro, as demissões somaram 1.733, de acordo com o sindicato, contra 981 do mesmo mês em 2007.

Apesar da crise, até outubro as indústrias de Manaus haviam faturado US$ 23 bilhões, com previsão de crescimento de 10% ante 2007. Os empregos efetivos somavam 99.893, segundo a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Sidney Malaquias, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, disse que, apesar dos lucros, há indústrias que não pagaram a PLR (Participação de Lucros nos Resultados).

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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