Dinheiro
05/12/2008 - 11h33

EUA eliminam 533 mil postos de trabalho em novembro; desemprego vai a 6,7%

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da Folha Online

Atualizado às 12h39.

A economia dos EUA eliminou 533 mil empregos no mês de novembro, chegando assim a 11 meses consecutivos de fechamentos de postos de trabalho no país, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho. O corte de empregos no mês passado foi o maior desde dezembro de 1974 --quando os EUA estavam em meio a uma recessão--, quando a economia perdeu 602 mil postos de trabalho.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu e chegou a 6,7%, a mais alta das duas administrações do presidente americano, George W. Bush.

O total de desempregados nos EUA já atingiu 10,3 milhões, sendo que 2,2 milhões estão sem emprego há mais de 27 semanas.

Ainda de acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA, desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de pessoas desempregadas aumentou em 2,7 milhões.

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Além disso, o departamento revisou para cima o dado de outubro, que ficou em uma perda de 320 mil (contra o dado inicial, de 240 mil), e o dado de setembro, que passou para 403 mil (contra 284 mil na leitura preliminar).

O dado de novembro ficou muito acima do previsto por analistas e investidores, que previam uma perda de 330 mil empregos.

Os números apenas reforçam a situação de recessão em que os EUA se encontram desde dezembro do ano passado, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês).

Segundo o instituto, um pico na economia dos EUA ocorreu em dezembro de 2007; esse pico marcou o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão.

O corte de vagas no país atingiu diversos setores, entre eles os de manufaturas, construção, empresas financeiras, varejistas, lazer e hospedagem. Os setores de serviços de saúde e educação e o governo foram os únicos que abriram vagas no mês passado, segundo o departamento.

A taxa de desemprego, mesmo alta como ficou, está abaixo do esperado pelos analistas, que previam uma taxa de 6,8%.

Contração

Na semana passada, o Departamento de Comércio informou que a economia dos EUA teve uma contração de 0,5% no terceiro trimestre deste ano, maior que a de 0,3% anunciada no fim de outubro, segundo dados revisados. As perspectivas para a economia americana no quarto trimestre são de uma nova contração.

Uma recessão, segundo o Nber, é um significativo declínio na atividade econômica difundido pela economia como um todo e que costuma durar mais que alguns poucos meses. Normalmente os efeitos de uma recessão são visíveis na produção, no mercado de trabalho, nos salários e em outros indicadores econômicos. Ela começa quando a economia atinge um pico do ciclo econômico e termina quando atinge o ponto mais baixo. Entre esse ponto e o pico, a economia registra expansão.

O Nber foi criado em 1920 e publicou seu primeiro boletim sobre ciclos econômicos em 1929. O centro não divulga, no entanto, estimativas sobre qual a duração de um período de recessão.

Comentários dos leitores
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Neste mundo que , por conceitos fisico-quimicos , já deveria ter acabado, de tão putrefato e corroído pelos cupins humanos, não existem, nos grupos controladores, mocinhos , só bandidos. No passado e atualmente, fizeram-se e fazem-se guerras por poder, por temperos, por amantes,por petróleo e , se o governante é corrupto ou assassino mas faz o jogo do poder dominante, então serve. Assim, vemos a multiplicação de reinos pessoais e familiares na Africa e no oriente médio e, mais próximamente, na Venezuela. Sem maiores surtos de vergonha, inventa-se um motivo e "bum", estoura-se o país insurgente.Muitas vêzes o insurgente foi colocado lá pelo seu próprio aniquilador, vide o caso de Saddan Hussein.A criatura desobedeceu o criador. O Brasil que, nos últimos anos, colocou no seu arsenal uma nova ação, chamada vontade política, tem a mania de se encrencar em outros campos, vide Guatemala.Também colocou neste arsenal uma outra frase:tolerância com vizinhos desagradáveis. Assim, tolera as estrepulias da desgovernada e órfã do caudilho , Argentina.Tolera os rompantes do ditador de piche, o sargentão Chavez.Tolera o boneco de Chavez, o índio Evo (como tal ,é tutelado) e também o pedófilo e Don Juan do Paraguay, o Lugo. Parece que só isto poderia dar ao Brasil o Nobel da tolerância e da paz. Para não fugir ao assunto, a China.O Obama precisa de dólar baixo.A China usa o Yuan baixo artificialmente para exportar.O êrro foi considerar a China economia de mercado.Não é e ponto final. 3 opiniões
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O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
"China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama..."
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
A Folha deveria criar comentários por assunto, assim pouparia os leitores de verem pessoas frustradas que se acham cultas ocupando os 1500 caracteres para falar abobrinhas de assunto que não tem nada a ver com a matéria. Sem contar sobre as velhas discussões de quem chegou pela primeira vez aqui e quer defender FHC ou Lula.
Fica o registro. E nem precisa da palavra do Meireles.
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