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Dinheiro
05/12/2008 - 17h30

Odebrecht nega que advogado de ONG que pediu liminar sobre Jirau seja da empresa

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O diretor da Odebrecht, Irineu Meirelles, negou que advogados da empresa trabalhem para a FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento), que entrou na Justiça contra a construção da usina de Jirau, no rio Madeira (RO). O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse nesta sexta-feira que o advogado dos ambientalistas era o mesmo da construtora.

Meirelles admitiu que o advogado Cleyton Conrat Kussler trabalhou para o consórcio MESA (Madeira Energia S.A.) --responsável pela construção da usina de Santo Antônio, também no rio Madeira, e no qual a Odebrecht tem participação minoritária-- na desapropriação de terras de ribeirinhos na região, mas que não há nenhum tipo de contato direto com a empresa e nenhum contrato.

"A Odebrecht não tem nenhum relacionamento com esse advogado, nenhum contrato", disse Meirelles à Folha Online.

O secretário-executivo da FBOMS, Ivan Marcelo Neves, também negou que a entidade tenha qualquer ligação com a Odebrecht e que esteja usando o advogado da empresa. Segundo ele, a ONG contratou Kussler para fazer cumprir a decisão da Justiça de Rondônia, que mandou suspender a obra, mas que esse contato não teve nenhuma ligação com a Odebrecht.

"Se ele falou, ele tem que provar, porque isso é mentira. A gente nem conhece nem sabe quem são (os advogados da Odebrecht). Se for assim, eu digo que o Minc tem ligação com a Enersus", rebateu.

De acordo com Neves, o advogado da ONG é Magno Neves, coordenador geral da Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Ele disse ainda que o advogado entrará com recurso ainda hoje contra a decisão do TRF de liberar a obra.

 

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