Meirelles pede serenidade a empresários diante de efeitos da crise
da Folha Online
com Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pediu serenidade aos empresários e disse que as crises nem sempre podem ser evitadas, mas que o governo tem trabalhado para que o Brasil atravesse esses momentos "mais rapidamente que outros países, e com mais força."
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Segundo informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial brasileira caiu em dez de 14 regiões do país em outubro. As maiores variações foram as registradas nos Estados do Espírito Santo (-5,7%), Rio Grande do Sul (-5,5%) e na região Nordeste (-5,1%).
Na última terça-feira (2), o IBGE informou que a produção industrial do país desacelerou 1,7% em outubro frente ao mês anterior, após crescimento de 1,7% em setembro. Foi a maior queda observada em relação ao mês anterior desde novembro de 2007, quando a indústria apresentara recuo de 2,1%.
Nesta semana, as gigantes industriais Vale do Rio Doce e Votorantim anunciaram demissões e férias coletivas de funcionários em conseqüência da crise econômica. A indústria automotiva, que também tem revezado a atividade dos funcionários, registrou queda da produção e das vendas em novembro --28% e 25%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.
Meirelles afirmou também que as previsões pessimistas sobre os rumos da economia brasileira, que já sente os efeitos da crise financeira internacional, e têm causado pânico ao mercado, não vão se confirmar.
"Temos tido pânico na sociedade em relação à inflação. Agora há pânico em relação à atividade [econômica]. Nem o primeiro se mostrou correto, nem o segundo será evidenciado de forma consistente pelos fatos", afirmou Meirelles, em evento promovido pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria de Elétrica e Eletrônica), em São Paulo.
Meirelles voltou a dizer que, hoje, o Brasil está mais preparado para enfrentar os problemas causados pela crise internacional. Lembrou também que o governo já tomou medidas para minimizar as conseqüências da crise, e que elas estão dando resultado.
De acordo com o presidente do Banco Central, a escassez de crédito --um dos principais efeitos negativos da crise-- já não é a mesma de meses atrás. "Segundo dados parciais de novembro, até o dia 24, as concessões diárias [de empréstimos] mostraram uma expansão de 4,7% sobre a média de outubro, com destaque para o crescimento de 10,9% no crédito para pessoa física", informou.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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