GM admite ter "desapontado" e "traído" consumidores
da Folha Online
Em um anúncio publicado no periódico especializado "Automotive News", a fabricante americana de veículos General Motors (GM) reconheceu que "desapontou" e algumas vezes "traiu" os consumidores americanos. A iniciativa destoa da posição que a empresa vinha adotando até o momento, de alegar que os executivos da empresa não poderiam ter previsto os efeitos da crise financeira sobre a companhia.
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"Embora ainda sejamos a líder em vendas nos EUA, reconhecemos que, por vezes, os desapontamos", diz o texto do anúncio de página inteira, intitulado "Compromisso da GM com o Povo Americano". "Por vezes violamos sua confiança ao permitir que nossa qualidade ficasse abaixo dos padrões da indústria, e nosso 'design' se tornou sem brilho."
"Multiplicamos nossas marcas e rede de revendedoras ao ponto de perdermos o foco em nosso mercado principal, nos EUA (...) E nos comprometemos com planos de compensação que se provaram insustentáveis no mundo de competição global de hoje. Pagamos caro por essas decisões, aprendemos com elas e estamos trabalhando duro para nos corrigirmos ao reestruturarmos nossos negócios nos EUA de modo a nos tornarmos viáveis no longo prazo."
O texto ainda diz que a empresa se viu diante do risco de ficar sem dinheiro, apesar do plano de reduzir seus gastos em mais de US$ 20 bilhões. "Infelizmente, assim como todos os americanos, fomos atingidos por uma tempestade. No último ano, todos tivemos que lidar com preços voláteis da energia, o colapso do mercado imobiliário americano, a quebra de instituições financeiras, o declínio do mercado de ações e o completo congelamento do crédito."
A nota da GM diz que a empresa precisa tomar emprestado o dinheiro dos contribuintes porque, se ficar sem dinheiro, não terá como pagar contas, manter suas operações e investir em tecnologia. "Um colapso da GM e da indústria automobilística doméstica vai acelerar a espiral descendente de uma já anêmica economia americana. Isso será devastador para todos os americanos, e não apenas para quem tem uma parte na GM, pois colocará milhões de empregos americanos em risco e aprofundará mais a recessão", diz o texto.
Congresso
Na semana passada, os executivos da GM, da Ford e da Chrysler apresentaram ao Congresso planos de reestruturação para suas companhias, duas semanas depois do primeiro apelo por verbas federais, que terminou em fracasso e humilhação perante os líderes do Congresso, que os mandaram embora com a missão de repensar seus planos de recuperação.
"É justo dizer que as audiências do mês passado foram difíceis para nós (...), mas aprendemos muito", destacou Rick Wagoner, presidente da GM, aos membros da Comissão Bancária do Senado.
O presidente da Ford, Alan Mulally, também se mostrou resignado pelos resultados frustrados da última tentativa. "Desde a última audiência, pensei muito sobre as preocupações que vocês expressaram", disse Mulally aos senadores. "Quero que saibam que eu ouvi e compreendi sua mensagem."
Já Robert Nardelli, presidente da Chrysler, explicou que os problemas de sua empresa começaram devido a fatores econômicos externos, e que já tinha avançado nas modificações de seu plano de reestruturação e corte de custos. 'Estamos aqui por causa da crise financeira que começou em 2007 e se acelerou no fim do segundo quadrimestre de 2008', indicou.
'À medida que a confiança do consumidor caiu e o mercado de créditos permaneceu congelado, o nível mais baixo de vendas da história do mercado de automóveis nos Estados Unidos colocou enorme pressão sobre nós', acrescentou Nardelli.
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
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