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Dinheiro
08/12/2008 - 15h30

GM admite ter "desapontado" e "traído" consumidores

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da Folha Online

Em um anúncio publicado no periódico especializado "Automotive News", a fabricante americana de veículos General Motors (GM) reconheceu que "desapontou" e algumas vezes "traiu" os consumidores americanos. A iniciativa destoa da posição que a empresa vinha adotando até o momento, de alegar que os executivos da empresa não poderiam ter previsto os efeitos da crise financeira sobre a companhia.

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"Embora ainda sejamos a líder em vendas nos EUA, reconhecemos que, por vezes, os desapontamos", diz o texto do anúncio de página inteira, intitulado "Compromisso da GM com o Povo Americano". "Por vezes violamos sua confiança ao permitir que nossa qualidade ficasse abaixo dos padrões da indústria, e nosso 'design' se tornou sem brilho."

"Multiplicamos nossas marcas e rede de revendedoras ao ponto de perdermos o foco em nosso mercado principal, nos EUA (...) E nos comprometemos com planos de compensação que se provaram insustentáveis no mundo de competição global de hoje. Pagamos caro por essas decisões, aprendemos com elas e estamos trabalhando duro para nos corrigirmos ao reestruturarmos nossos negócios nos EUA de modo a nos tornarmos viáveis no longo prazo."

O texto ainda diz que a empresa se viu diante do risco de ficar sem dinheiro, apesar do plano de reduzir seus gastos em mais de US$ 20 bilhões. "Infelizmente, assim como todos os americanos, fomos atingidos por uma tempestade. No último ano, todos tivemos que lidar com preços voláteis da energia, o colapso do mercado imobiliário americano, a quebra de instituições financeiras, o declínio do mercado de ações e o completo congelamento do crédito."

A nota da GM diz que a empresa precisa tomar emprestado o dinheiro dos contribuintes porque, se ficar sem dinheiro, não terá como pagar contas, manter suas operações e investir em tecnologia. "Um colapso da GM e da indústria automobilística doméstica vai acelerar a espiral descendente de uma já anêmica economia americana. Isso será devastador para todos os americanos, e não apenas para quem tem uma parte na GM, pois colocará milhões de empregos americanos em risco e aprofundará mais a recessão", diz o texto.

Congresso

Na semana passada, os executivos da GM, da Ford e da Chrysler apresentaram ao Congresso planos de reestruturação para suas companhias, duas semanas depois do primeiro apelo por verbas federais, que terminou em fracasso e humilhação perante os líderes do Congresso, que os mandaram embora com a missão de repensar seus planos de recuperação.

"É justo dizer que as audiências do mês passado foram difíceis para nós (...), mas aprendemos muito", destacou Rick Wagoner, presidente da GM, aos membros da Comissão Bancária do Senado.

O presidente da Ford, Alan Mulally, também se mostrou resignado pelos resultados frustrados da última tentativa. "Desde a última audiência, pensei muito sobre as preocupações que vocês expressaram", disse Mulally aos senadores. "Quero que saibam que eu ouvi e compreendi sua mensagem."

Já Robert Nardelli, presidente da Chrysler, explicou que os problemas de sua empresa começaram devido a fatores econômicos externos, e que já tinha avançado nas modificações de seu plano de reestruturação e corte de custos. 'Estamos aqui por causa da crise financeira que começou em 2007 e se acelerou no fim do segundo quadrimestre de 2008', indicou.

'À medida que a confiança do consumidor caiu e o mercado de créditos permaneceu congelado, o nível mais baixo de vendas da história do mercado de automóveis nos Estados Unidos colocou enorme pressão sobre nós', acrescentou Nardelli.

Comentários dos leitores
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
sem opinião
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alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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