Família volta a comandar cervejaria Schincariol
da Folha Online
A crise econômica levou mais uma empresa no Brasil a mudanças na sua gestão. Depois de dois anos fora do comando, a família Schincariol voltou a reassumir o dia-a-dia da cervejaria. O executivo Fernando Terni, que ocupou a presidência no período, foi substituído por Adriano Schincariol, de acordo com reportagem do colunista Guilherme Barros na edição da Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
O maior problema enfrentado pela Schincariol é a alta do dólar, que responde por 60% a 70% dos custos totais com matéria prima. A produção de cerveja exige a importação de uma série de produtos, como o malte, e outros preços, como o da latinha de alumínio, usam o dólar como referência.
Procurado pela Folha para comentar a mudança na companhia, Adriano Schincariol afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "a economia e o mercado enfrentam um momento de grande volatilidade e, por isso, resolvemos estar mais próximos do dia-a-dia dos negócios. Só nós podemos nos responsabilizar por uma gestão mais expedita, mais rápida".
A Schincariol não é a primeira empresa cujo acionista decide retomar suas funções executivas após o agravamento da crise. Recentemente, o empresário Abilio Diniz também reassumiu o comando do grupo Pão de Açúcar.
Em 2005, Adriano Schincariol e outros familiares ficaram detidos por dez dias numa operação da Polícia Federal batizada de Operação Cevada. A polícia investigava denúncia de sonegação fiscal.
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