Executivos brasileiros consideram a crise grave e duradoura, diz pesquisa
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
A maioria do empresariado brasileiro está pessimista quando ao efeito e a gravidade da crise econômica mundial, aponta pesquisa da consultoria Advanced divulgado nesta terça-feira. Dos 580 executivos de diversos setores consultados em novembro, 81% consideram a crise grave ou muito grave. O resultado é apenas 3 pontos percentuais abaixo do verificado um mês antes (84%), no auge da turbulência econômica.
De acordo com o último levantamento, 12% dos entrevistados disseram que a crise atual é igual a outros períodos de turbulência econômica, como no fim da década de 90. Do total, apenas 7% consideraram a crise financeira deste ano como pouco grave ou nada grave.
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"[A crise] ainda tem um impacto psicológico muito grande. Existem muitas incertezas, mas são psicológicas", afirmou o presidente da Advanced, Dagoberto Hajjas. Segundo ele, vários executivos consultados disseram que a crise atual pode apresentar oportunidades para suas empresas ganharem participação nos mercados em que atuam.
O mesmo estudo que apresenta perspectivas positivas de negócios, mostra também que 75% dos entrevistados consideram que o maior impacto da crise ainda está por vir, e será no primeiro semestre do ano que vem. Para esta pergunta, 15% disseram que o pior momento é no final deste ano e 10% afirmam que será no segundo semestre de 2009.
"Essa é uma crise de incertezas. [Mesmo o pior momento futuro] é um período que refletirá o que já aconteceu no auge da crise, que foi nos meses de setembro e outubro de 2008", disse Hajjas.
Para 47% dos entrevistados, a economia vai demorar cerca de um ano para se recuperar, enquanto outros 31% disseram que o tempo será maior, cerca de dois anos. Do total, 21% responderam que vai demorar poucas semanas ou poucos meses e apenas 1% espera um período de recuperação maior que dois anos.
Segundo a Advanced, o desemprego é uma preocupação para o início do ano que vem, "devendo ter uma onda um pouco maior de demissões".
A preocupação com as demissões também é compartilhada por Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudo em Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), que participou do estudo junto com a consultoria Cherto. "O Natal vai ser bom para amenizar as expectativas [pessimistas]. Se tivermos um bom Natal, a crise vai sair de cena", disse.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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