Publicidade

Dinheiro
09/12/2008 - 16h05

Executivos brasileiros consideram a crise grave e duradoura, diz pesquisa

Publicidade

FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

A maioria do empresariado brasileiro está pessimista quando ao efeito e a gravidade da crise econômica mundial, aponta pesquisa da consultoria Advanced divulgado nesta terça-feira. Dos 580 executivos de diversos setores consultados em novembro, 81% consideram a crise grave ou muito grave. O resultado é apenas 3 pontos percentuais abaixo do verificado um mês antes (84%), no auge da turbulência econômica.

De acordo com o último levantamento, 12% dos entrevistados disseram que a crise atual é igual a outros períodos de turbulência econômica, como no fim da década de 90. Do total, apenas 7% consideraram a crise financeira deste ano como pouco grave ou nada grave.

10 questões para entender o tremor na economia
Veja as medidas anticrise já anunciadas no Brasil

"[A crise] ainda tem um impacto psicológico muito grande. Existem muitas incertezas, mas são psicológicas", afirmou o presidente da Advanced, Dagoberto Hajjas. Segundo ele, vários executivos consultados disseram que a crise atual pode apresentar oportunidades para suas empresas ganharem participação nos mercados em que atuam.

O mesmo estudo que apresenta perspectivas positivas de negócios, mostra também que 75% dos entrevistados consideram que o maior impacto da crise ainda está por vir, e será no primeiro semestre do ano que vem. Para esta pergunta, 15% disseram que o pior momento é no final deste ano e 10% afirmam que será no segundo semestre de 2009.

"Essa é uma crise de incertezas. [Mesmo o pior momento futuro] é um período que refletirá o que já aconteceu no auge da crise, que foi nos meses de setembro e outubro de 2008", disse Hajjas.

Para 47% dos entrevistados, a economia vai demorar cerca de um ano para se recuperar, enquanto outros 31% disseram que o tempo será maior, cerca de dois anos. Do total, 21% responderam que vai demorar poucas semanas ou poucos meses e apenas 1% espera um período de recuperação maior que dois anos.

Segundo a Advanced, o desemprego é uma preocupação para o início do ano que vem, "devendo ter uma onda um pouco maior de demissões".

A preocupação com as demissões também é compartilhada por Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudo em Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), que participou do estudo junto com a consultoria Cherto. "O Natal vai ser bom para amenizar as expectativas [pessimistas]. Se tivermos um bom Natal, a crise vai sair de cena", disse.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
avalie fechar
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4446)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca