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Dinheiro
10/12/2008 - 09h07

Emprego na indústria cai 0,2% em outubro, segundo o IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 9h44

O nível de emprego na indústria caiu 0,2% em outubro, na comparação com o mês anterior, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em setembro, o número de empregos gerados no setor industrial havia registrado variação positiva de 0,1% em relação a agosto.

De acordo com o IBGE, o resultado interrompe quadro de estabilidade na comparação com o mês anterior que se apresentava desde agosto.

Na comparação com outubro do ano passado, houve aumento de 1,6%. Foi o 28º mês consecutivo com resultado positivo na comparação com igual período no ano anterior, mas foi o menor resultado desde março de 2007 (1,5%).

De janeiro a outubro, o IBGE verificou crescimento de 2,6% em relação a período correspondente no ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta chega a 2,7%.

O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve queda de 0,2% em outubro, na comparação com setembro, após alta de 2,7%. Em relação a outubro do ano passado, o incremento foi de 5,1%. De janeiro a outubro, o acréscimo foi de 6,6%, e nos últimos 12 meses, também acumula alta de 6,6%.

O IBGE indicou que, na comparação com outubro de 2007, houve crescimento dos postos de trabalho em 11 dos 18 setores pesquisados, com destaque para com máquinas e equipamentos (8,3%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,4%) e meios de transporte (7,1%).

Em sentido contrário, vestuário (-7,3%), madeira (-10,9%) e calçados e têxtil (-5,4%) exerceram as principais pressões negativas.

Nas regiões avaliadas, constatou-se incremento no nível de emprego na indústria em 10 das 14 áreas pesquisadas, com maiores impactos observados em São Paulo (1,7%), Minas Gerais (5%) e Rio Grande do Sul (3,2%), na comparação com outubro de 2007.

Se comparado o nível de emprego nos primeiros dez meses do ano, o IBGE observou crescimento em 12 dos 18 ramos, principalmente em máquinas e equipamentos (11,6%), meios de transporte (9,7%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12%) e alimentos e bebidas (2,6%).

Nas regiões avaliadas, 11 dos 12 locais registraram crescimento, e as principais influências no ano são notadas em Minas Gerais (4,6%) e São Paulo (3,6%).

Em relação a outubro de 2007, o ganho salarial na indústria foi constatado em todas as regiões pesquisadas com destaque para São Paulo, cujo aumento chegou a 3,9%, principal contribuição para o índice.

A folha de pagamento real cresceu em 11 dos 18 ramos investigados, na comparação com outubro de 2007. Os maiores impactos positivos vieram de meios de transporte (8,9%), máquinas e equipamentos (9,8%) e produtos de minerais não-metálicos (21,1%).

 

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