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Dinheiro
10/12/2008 - 22h02

Comércio e indústria criticam decisão do BC de manter taxa de juros

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da Folha Online

Representantes dos setores comercial e industrial criticaram a decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, tomada na noite desta quarta-feira. Eles avaliaram que a inflação não é um perigo neste momento, e que o essencial no momento é garantir que o país não caia em forte desaceleração econômica.

A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) chamou a decisão de "dissociada da realidade econômica mundial" e disse acreditar que, pela primeira vez, não fosse uma medida imprudente reduzir a taxa "em três ou quatro pontos percentuais", dada a situação da economia mundial.

"Pode-se dizer que, mesmo parada, a Selic subiu até 2% nos últimos meses, na comparação com os juros vigentes nos EUA e na Europa, que têm sido drasticamente reduzidos pelos respectivos bancos centrais. Enquanto isso o nosso BC ignora o risco do contágio pela recessão mundial e se preocupa com o perigo mais imaginário do que real da inflação", disse o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, em comunicado.

Para a entidade, o desempenho da inflação não justifica tal medida do Banco Central, e também dá sinais contraditórios porque mantém os juros altos enquanto libera recursos do depósito compulsório para aquecer a economia. "Com os juros altos, a liberação do compulsório torna-se uma medida manca", disse Szajman.

Já o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, disse acreditar que a crise justificaria uma redução desde já na taxa de juros.

"A perda de intensidade da atividade econômica, em virtude dos efeitos da crise financeira internacional e das dificuldades do mercado de crédito, justificaria plenamente uma ação nesse sentido", disse Monteiro Neto. "Essa ação acompanharia inclusive a política monetária de diversos países nesse momento de necessidade de ações coordenadas em escala internacional."

Assim como Szajman, o presidente da CNI também não vê na inflação um motivo grande o suficiente para manter a Selic em 13,75% ao ano. "A economia mundial passa por um forte momento deflacionário, com amplo impacto nos preços em escala mundial, e há recuo na atividade interna, com desaceleração nos preços e custos domésticos", disse.

A mesma linha de raciocínio foi tomada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, para criticar a decisão.

"É absurdo manter a taxa de juros em nível tão elevado, quando a inflação está sob controle e precisamos lutar para impedir que haja uma queda brusca do crescimento. Desse jeito, já começo a sentir saudade de 2008", disse. "O governo brasileiro, ao insistir em não abaixar a Selic, coloca-se na contramão do que países como Japão, Estados Unidos e outros da Europa estão praticando: cortes drásticos nos juros para proteger emprego e renda."

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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João Carlos Gagliardi (302) 18/12/2008 10h33
João Carlos Gagliardi (302) 18/12/2008 10h33
Brasileiro no passaporte, pelo menos do ponto de vista de algumas pessoas deste nosso eficiente (des)governo, deveria ter um carimbo de "idiota" em algum lugar...
O mundo todo, e não é exagêro ou força da retórica não. É real. Todos os países reduziram a taxa de juros para enfrentar a crise, aqui não....
Pelo contrário, no primeiro momento até aumentaram, e agora "não se sentem seguros para reduzí-la".
Ah! A culpa é do Banco Central que tem autonomia, eles é que não deixam...
Tenham vergonha na cara!!!
O Henrique Meirelles, não coça nem....a cabeça...sem o lula autorizar!
Lembram daquele ditado:
"É POSSÍVEL ENGANAR UMA PESSOA POR MUITO TEMPO. MAS É IMPOSSÍVEL ENGANAR TODAS AS PESSOAS POR TODO O TEMPO."
Pois é, esse tempo já passou...
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ANIBAL FAGUNDES (5) 11/12/2008 19h47
ANIBAL FAGUNDES (5) 11/12/2008 19h47
para o pessoal do B.C. ainda não caiu a ficha de que o pais necessita de um super choque de queda de juros, não adianta o governo ficar todo dia anunciando medidas que tem resultados pifios no conjunto da economia se os brasileiros são todos refens do banqueiros e do B.C. 1 opinião
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OLHO VIVO (35) 11/12/2008 17h34
OLHO VIVO (35) 11/12/2008 17h34
Pensei que os diretores do BC tivessem um nível muito acima da média, porém já entendi o raciocínio deles: Quando a economia tá crescendo, sobe-se o juro por medo da inflação, quando a economia está caindo, não se reduz com medo que ela possa voltar a crescer. Quando a economia foi para o brejo, aí sim, existe a certeza e pode-se em então começar a reduzir a taxa de juros. Assim até minha sogra de mais de 80 anos saberia decidir o que fazer com a taxa de juros. Creio que todos os leitores desse comentario também saberiam decidir.
O duro é que ele ganham uma nota preta para ser fazerem de entendidos e fazer cara de preocupados diante da televisão. Até quando Lula, até quando...
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