Comércio e indústria criticam decisão do BC de manter taxa de juros
da Folha Online
Representantes dos setores comercial e industrial criticaram a decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, tomada na noite desta quarta-feira. Eles avaliaram que a inflação não é um perigo neste momento, e que o essencial no momento é garantir que o país não caia em forte desaceleração econômica.
A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) chamou a decisão de "dissociada da realidade econômica mundial" e disse acreditar que, pela primeira vez, não fosse uma medida imprudente reduzir a taxa "em três ou quatro pontos percentuais", dada a situação da economia mundial.
"Pode-se dizer que, mesmo parada, a Selic subiu até 2% nos últimos meses, na comparação com os juros vigentes nos EUA e na Europa, que têm sido drasticamente reduzidos pelos respectivos bancos centrais. Enquanto isso o nosso BC ignora o risco do contágio pela recessão mundial e se preocupa com o perigo mais imaginário do que real da inflação", disse o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, em comunicado.
Para a entidade, o desempenho da inflação não justifica tal medida do Banco Central, e também dá sinais contraditórios porque mantém os juros altos enquanto libera recursos do depósito compulsório para aquecer a economia. "Com os juros altos, a liberação do compulsório torna-se uma medida manca", disse Szajman.
Já o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, disse acreditar que a crise justificaria uma redução desde já na taxa de juros.
"A perda de intensidade da atividade econômica, em virtude dos efeitos da crise financeira internacional e das dificuldades do mercado de crédito, justificaria plenamente uma ação nesse sentido", disse Monteiro Neto. "Essa ação acompanharia inclusive a política monetária de diversos países nesse momento de necessidade de ações coordenadas em escala internacional."
Assim como Szajman, o presidente da CNI também não vê na inflação um motivo grande o suficiente para manter a Selic em 13,75% ao ano. "A economia mundial passa por um forte momento deflacionário, com amplo impacto nos preços em escala mundial, e há recuo na atividade interna, com desaceleração nos preços e custos domésticos", disse.
A mesma linha de raciocínio foi tomada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, para criticar a decisão.
"É absurdo manter a taxa de juros em nível tão elevado, quando a inflação está sob controle e precisamos lutar para impedir que haja uma queda brusca do crescimento. Desse jeito, já começo a sentir saudade de 2008", disse. "O governo brasileiro, ao insistir em não abaixar a Selic, coloca-se na contramão do que países como Japão, Estados Unidos e outros da Europa estão praticando: cortes drásticos nos juros para proteger emprego e renda."
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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