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Dinheiro
11/12/2008 - 14h20

Revista americana "Newsweek" reduzirá número de funcionários e tiragem

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da France Presse
da Folha Online

A revista americana "Newsweek" reduzirá o número de funcionários e a tiragem para enfrentar a queda de seus leitores, informou nesta quinta-feira o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ").

"A revista Newsweek prevê reduzir seus efetivos dentro de uma importante renovação que resultará numa publicação reduzida", informou o jornal financeiro, sem citar fontes ligadas à publicação.

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Não se conhece ainda o número de funcionários que serão demitidos, afirma o jornal, recordando que já ocorreram algumas demissões voluntárias.

Além disso, a Newsweek poderá reduzir em 500 mil, ou até um milhão, sua tiragem --atualmente de 2,6 milhões de exemplares.

Na segunda-feira (8), o grupo americano de comunicação Tribune, proprietário de jornais como o "Los Angeles Times" e "Chicago Tribune", pediu proteção sob o "Chapter 11" (o capítulo da legislação americana que regulamenta as falências e concordatas). A companhia informou em comunicado que continuará realizando suas operações de mídia durante o período de reestruturação da dívida e que seguirá publicando seus jornais e administrando seus canais de televisão e propriedades interativas sem interrupção.

Um dos maiores grupos de comunicação dos EUA, com 12 jornais e 23 estações de TV e presença em quase todas as principais cidades, o Tribune, fundado em 1847, recorreu ao capítulo 11 da lei de falências, que permite que a empresa continue operando enquanto reestrutura a sua dívida, ao mesmo tempo que a protege de credores e possíveis ações judiciais. O mesmo capítulo foi usado pelas companhias aéreas dos EUA durante a crise do setor após o 11 de Setembro.

Na terça-feira (9), os donos do diário americano "The New York Times" informaram que pretendem levantar até US$ 225 milhões, usando como garantia o prédio do jornal em Manhattan, o que pode significar mais um indicador dos problemas do setor. Eles já contrataram um escritório para ajudar com o negócio, em que poderia hipotecar o edifício ou realizar uma venda em que manteria o uso por meio de um leasing.

 

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