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Dinheiro
11/12/2008 - 14h36

Obama diz que EUA não podem permitir quebras no setor automobilístico

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da Efe

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que o país não pode se permitir a quebra das principais empresas automobilísticas americanas --General Motors (GM), Ford Motor e Chrysler.

Em entrevista coletiva em Chicago, Obama disse que o conjunto de medidas que está sendo debatido no Congresso para resgatar as três empresas é necessário, mas, ao mesmo tempo, é preciso garantir "os interesses dos contribuintes".

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A coletiva foi realizada para que Obama anunciasse a nomeação de Tom Daschle como seu secretário de Saúde Pública.

O pacote, de US$ 14 bilhões, aprovado ontem na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) por 270 votos a favor e 170 contra, concede empréstimos ou linhas de crédito --vindos de fundos do Departamento de Energia para a fabricação de automóveis ecológicos-- para que as montadoras nos EUA continuem com suas operações e evitem a possível demissão de até 2,5 milhões de funcionários.

A GM e a Chrysler devem receber empréstimos do governo em troca da participação nas empresas. A Ford, no entanto, informou dispor ainda de dinheiro em caixa, mas pediu uma linha de crédito de US$ 9 bilhões como garantia em caso de piora do quadro em que a economia se encontra.

Republicanos no Congresso manifestaram objeções à ajuda, e mesmo entre os democratas o plano não é uma unanimidade. A incerteza sobre o fraco apoio que a medida possa ter para passar no Senado preocupa os investidores.

No último dia 7, Obama já havia afirmado em uma entrevista à rede americana de TV NBC que não se pode permitir o colapso da indústria automotiva do país, mas qualquer ajuda ao setor deve ter como contrapartida uma completa reestruturação.

"Eu não acho que é uma opção simplesmente deixar que entre em colapso", disse Obama, veiculada neste domingo. "O que nós temos que fazer é dar ao setor assistência, mas essa assistência é condicionada a significativos ajustes. Eles terão que reestruturar [o setor]."

 

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