Governo promete a empresários mudanças para estimular economia
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O governo prometeu para os empresários reunidos nesta quinta-feira no Palácio do Planalto uma série de medidas para estimular a economia nesse momento de crise internacional.
Entre as medidas que devem ser detalhadas pelo Ministério da Fazenda, às 16h30, está a criação de novas alíquotas --de 7,5% e 22,5%, além das duas já existentes-- do Imposto de Renda Pessoa Física, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito e isenções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para empresas.
10 questões para entender o tremor na economia
Veja as medidas anticrise já anunciadas no Brasil
Segundo os empresários, o governo não falou sobre medidas específicas durante a reunião, mas prometeu ações para aliviar os efeitos da crise.
"O governo pretende, antes do Natal ou até o Ano Novo, vir com algumas soluções", afirmou o empresário Jorge Gerdau. "Não se falou em pacote, mas as fontes internacionais de financiamento estão fechadas, então é preciso achar compensações para isso."
| Alan Marques/Folha Imagem |
|
| Presidente Lula se reúne com 29 empresários, além de ministros, em Brasília |
Em relação ao compromisso dos empresários de não fazer demissões, Gerdau disse que a melhor forma de evitar isso é estimular a economia.
O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou que as medidas do governo podem ajudar o setor empresarial a enfrentar a desaceleração da economia no início de 2009 e evitar uma retração no emprego.
"Está todo mundo postergando ao máximo as demissões. A gente vai tentar segurar, esperar pelas medidas para ter a chance de apostar no ano que vem. Se conseguir minimizar os efeitos da crise no primeiro trimestre, eu acho que vai ser o melhor que a gente pode fazer", disse Steinbruch.
O empresário, Jackson Schneider, presidente da Anfavea, disse que não se discutiu nenhuma ajuda concreta para o setor automotivo, mas afirmou que o governo vai tomar medidas específicas para evitar que a crise chegue "forma mais contundente" ao Brasil.
"Nós temos hoje no setor automotivo uma redução de vendas vinda através do efeito de crédito. Isso já começa a ser solucionado na medida em que recursos que vieram do Banco do Brasil já começam a chegar na ponta do varejo", afirmou.
Leia mais
- Governo vai criar mais duas alíquotas de IR para pessoa física, de 7,5% e 22,5%
- Venda de carros importados caem 43% em novembro, diz Abeiva
- Juros sobem pelo sétimo mês e são os mais altos desde 2005
- Dilma diz que crise atual supera a de 29, mas que governo tem condições de agir
Especial
- Veja as medidas anticrise já anunciadas no Brasil
- 10 questões para entender o tremor na economia
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar