Dinheiro
11/12/2008 - 16h52

Correção da tabela do IR é mais eficaz que novas alíquotas, dizem especialistas

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

Atualizado às 18h15.

A correção da tabela do Imposto de Renda além dos 4,5% já previstos teria um efeito prático no bolso do contribuinte maior que a criação de novas alíquotas, afirmam especialistas ouvidos pela Folha Online. O governo anunciou no fim da tarde desta quinta-feira a criação de duas novas faixas contribuição --7,5% e 22,5%-- mantendo as atuais alíquotas de 15% e 27,5%.

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"A correção da tabela tem efeito maior que a criação de novas alíquotas. O efeito para o contribuinte seria maior", afirmou o advogado e economista Samil Choaib.

Choaib afirmou que as últimas correções da tabela do IR feita pelo governo ficaram sempre abaixo dos índices de inflação --o que na prática, segundo ele, significa aumento da carga tributária.

Para o professor financeiro Mauro Calil, a decisão do governo em mudar as alíquotas vai injetar recursos na economia. Porém, ele enaltece a necessidade de uma correção maior na tabela de IR. "[A correção] deveria acompanhar, pelo menos, o índice oficial de inflação do governo".

Atualmente, todo cidadão que tem recursos mensais acima de R$ 1.372,81 paga IR pela alíquota de 15%. Para aqueles que recebem acima de R$ 2.743,25, a faixa de contribuição sobe para 27,5%.

Para Choaib, a decisão do governo em criar as novas taxas vai beneficiar principalmente as pessoas que ganham menos. "Essa mudança vai melhorar, basicamente, a classe média brasileira. A clara idéia do governo com a medida é estimular o consumo das famílias".

Segundo Calil, as mudanças no IR terá um efeito similar ao causado com a extinção da CPMF no fim do ano passado. "O trabalhador vai sentir essa medida no próximo holerite --assim que entrar em vigor. Tem gente que vai achar que o salário aumentou, mas na verdade o imposto é que foi reduzido".

No pacote para estimular a economia, o governo irá reduzir também o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IPI (Imposto de Produtos Industrializados).

Comentários dos leitores
Cara Profa. Marilia Cunha,
Muito pertinentes e oportunos seus comentários. Gostaria de reforçá-los lembrando a alguns dos Internautas que insistem em emitir comentários falaciosos e mesmo grosseiros contra o Presidente Lula, que no campo educacional Ele foi o primeiro Governante (após a redemocratização do País) que deu a atenção para o Ensino Técnico direcionando recursos para a ampliação da rede de Cefets e Etecs. Adicionalmente, que eu saiba no atual governo promove-se um dos maiores programas (se não for o maior) mundiais de conexão digital de escolas públicas (em banda larga) à Internet e implantação de laboratórios de TIC.
Enfim, tantos exemplos e nos variados campos (a mencionada educação, ciência e tecnologia, inclusão digital, valorização do servidor público, defesa, política internacional => alguém lembra do que representaria a adesão aos preceitos preconizados pela ALCA: vide Argentina de Menem) que causa-me espanto a leitura de alguns comentários.
sem opinião
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Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Srs., este forum, ou mesmo qualquer outro, serve para se expresar opiniões e não para se tentar exorcisar os outros, numa discussão para se ver quem tem razão.
O fato é que FHC deu contribuições enormes para o Brasil e deixou muita coisa nos trilhos para que o LULA viesse e colocasse a cereja no bolo. Muitas das realizações do LULA se deram porque o mundo todo vinha numa tocada forte. Nosso sistma bancário não foi criado nem fortalecido pelo LULA, e só por isso não embarcamos na onda mundial com força.
O Brasil, precisa sim, adotar uma postura mais humilde. Estamos vivendo uma sem justificativa em alguns setores que não tem razão. O lucro das nossa empresas não está refletindo a alta na bolsa na mesma proporção. O Brasil está bem, mas precisa de cautela. Muita cautela.
A coisa mais sensata que lí até agora aqui, foi chamar atenção para nossa dívida interna. Este governo está gastando horrores!!!! Olhar as reservas cambiais e se gabar disso é sim um erro grotesco e não precisa ser nenhum catedrático matemático. Minhas filhas em fase de alfabetização fariam esta conta.
Vamos deixar essa disputa de que LULA é melhor que FHC, ou que PT é melhor do que outros...ninguém é melhor do que ninguém...todo mundo erra e todo mundo acerta....nunca na história deste País houve um Presidente perfeito e nem vai existir. São todos parte de um sistema político falido, cheio de conchavos, negociatas e cocitas que estamos cansados de ver todos os dias nos noticiarios.
2 opiniões
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Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
O câmbio brasileiro fugiu do parâmetro neutro segundo o ministro e já causa problemas na economia, diminuindo radicalmente o setor de exportações e aumentando na mesma proporção as importações. No curto prazo se continuar a política de câmbio flutuante já serão afetadas todas as contas nacionais. O câmbio deve ser pelo equilíbrio da economia e não como uma biruta a sabor dos fluxos de capitais do mercado internacional e nacional. Defasagem de 50 % significa que o desequilíbrio afeta ou expõe negativamente metade da economia nacional.
O governo deve equilibrar a economia levando em consideração os players maiores da economia mundial ou seja China e EUA e formular a sua estratégia. Uma desvalorização da moeda aos níveis adequados com cambio fixo temporarimente é a proposta. Quem teme câmbio fixo? O mal já está instalado.
sem opinião
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