Dinheiro
11/12/2008 - 17h09

Carro popular terá IPI zero até final de março, diz governo

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VALDO CRUZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O governo federal resolveu incluir no pacote de medidas anticrise anunciada nesta quinta-feira uma redução no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre carros e caminhões para ajudar o setor automotivo a superar a atual crise financeira.

A decisão, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com um grupo de empresários, terá validade até 31 de março de 2009 e custará cerca de R$ 1 bilhão aos cofres do governo federal.

A principal novidade é a redução do IPI para zero no caso dos carros populares até 1.000 cilindradas --tanto movidos a álcool como gasolina. Atualmente, a alíquota para os carros populares é de 7%.

Também foram reduzidas as alíquotas para veículos de 1.000 a 2.000 cilindradas a gasolina (de 13% para 6,5%) e dos veículos flex ou movidos a álcool (de 11% para 5,5%). Os veículos com motores de mais de 2.000 cilindradas terão suas alíquotas de IPI mantidas.

Durante a apresentação, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que as quatro principais montadoras do país vão assumir o compromisso de repassar as reduções das alíquotas do IPI para baratear os carros e, desta forma, segurar as vendas. Também haverá o compromisso de não ocorrerem demissões.

Outras medidas

Outra medida anunciada pelo governo prevê emprestar dinheiro das reservas internacionais para empresas públicas e privadas com dívidas vencendo entre setembro de 2008 e dezembro de 2009. As empresas poderão pegar empréstimo para pagar dívidas e mais 25% para investimento. O montante exigido deverá ser de cerca de US$ 10 bilhões, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Conforme Mantega, na próxima semana deverão ser anunciadas novas medidas. Para o setor habitacional, o governo prevê novos estímulos para o próximo ano.

"Essas medidas não são as últimas. O momento é de ousadia e rapidez", disse Mantega.

O ministro disse ainda que o governo está negociando com Santander, Bradesco e Itaú a redução do spread bancário. "Eu senti que vão reduzir", antecipou o ministro.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
13 opiniões
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