GM contrata assessores para preparar eventual concordata
da Folha Online
da France Presse, em Nova York
A General Motors (GM) admitiu nesta quinta-feira que contratou assessores jurídicos e banqueiros para "enfrentar todas as emergências possíveis", incluindo um pedido de concordata. A empresa disse que quer estar preparada mesmo após a aprovação na Câmara do plano de resgate de US$ 14 bilhões do governo dos Estados Unidos para montadoras.
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O Conselho de Administração da maior fabricante de veículos dos Estados Unidos "analisou todas as opções --como é normal nos negócios-- e contratou os assessores apropriados para enfrentar todas as emergências possíveis", revelou o grupo em um comunicado.
Na nota, o Conselho da GM admite que analisou a opção de uma reestruturação do grupo após um pedido de concordata, "mas não concluiu que isto seja uma solução viável para os problemas de liquidez da empresa".
O site do "The Wall Street Journal" informa que o diretor-executivo da GM, Rick Wagoner, "ainda não acredita" na necessidade do pedido de concordata, mas que diante da dura batalha para se obter um empréstimo do governo federal, decidiu "nas últimas semanas contratar assessores externos" para preparar uma eventual quebra.
Socorro bilionário
A medida de ajuda às principais montadoras americanas --Gm, Ford e Chrysler-- foi aprovada ontem na Câmara de Representantes (deputados). Pelo projeto, as montadoras devem ter disponíveis até US$ 14 bilhões para promover reestruturações. A medida não é nem metade dos US$ 34 bilhões pedidos pelas companhias anteriormente.
O projeto aprovado na Câmara concede o montante em empréstimos ou linhas de crédito --vindos de fundos do Departamento de Energia para a fabricação de automóveis ecológicos-- para que as empresas continuem com suas operações e evitem a possível demissão de até 2,5 milhões de funcionários.
A GM e a Chrysler devem receber empréstimos do governo em troca da participação nas empresas. A Ford informou dispor ainda de dinheiro em caixa, mas pediu uma linha de crédito de US$ 9 bilhões como garantia em caso de piora do quadro em que a economia se encontra.
A medida segue agora para o Senado. Na noite desta quinta, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que a casa avança nas negociações sobre o plano de socorro às montadoras, que pode ser votado "ainda hoje".
No Congresso, os legisladores estão conscientes do caos que geraria com um eventual colapso das empresas e que a possível demissão de milhões de trabalhadores debilitaria até mais a já desgastada economia americana. No entanto, persistem as disputas sobre vários pontos-chave, e um deles gira em torno da autoridade que teria um indicado para supervisionar a gestão dos fundos e a reforma do setor.
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