Plano de resgate dos EUA a montadoras fracassa no Senado
da Folha Online
O plano de resgate de US$ 14 bilhões às montadoras americanas foi rejeitado no Senado após ter passado pela Câmara dos representantes nesta quarta-feira (10).
Um impasse entre senadores republicanos e os sindicatos da indústria automotiva foi o motivo do fracasso. Os membros do partido governista exigiam uma redução imediata de salários nas companhias, o que foi negado pelas empresas.
Segundo o legislador republicano George Voinovich, os representantes do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Automotiva estavam dispostos a um corte salarial, mas não antes de 2011. Os democratas têm apenas 50 cadeiras no Senado, e precisavam de 60 votos para frear a minoria republicana.
Em declaração após a sessão, a Casa Branca declarou que vai continuar buscando alternativas para as empresas do setor.
O anúncio do fracasso surge poucas horas depois de o presidente do Senado, Harry Reid, anunciar um princípio de acordo. Após o fracasso na votação, Reid se disse "terrivelmente desapontado".
Mais cedo, o senador republicano do Tennessee Bob Corker havia defendido seu plano alternativo para, entre outras coisas, obrigar as montadoras a reduzir suas dívidas e se declarar em quebra.
"Minha proposta é muito singela: encontremos o dinheiro que as empresas pedem, mas exijamos em troca condições", disse Corker --em cujo Estado há uma fábrica da General Motors. Segundo Corker, os problemas das empresas estão intimamente vinculados com "sua estrutura de capitais" e seus custos trabalhistas.
O líder da minoria republicana, Mitch McConnell, também anunciou que votaria contra. Para justificar sua posição, McConnell usou o argumento de muitos republicanos: que o plano não oferecia garantias para a viabilidade a longo prazo da GM, da Ford e da Chrysler.
O maior "defeito" do plano, destacou o senador republicano, é que ele "promete dinheiro dos contribuintes em troca de reformas que podem ou não ocorrer amanhã".
Pacote de ajuda
A medida de ajuda às principais montadoras americanas havia sido aprovada ontem na Câmara de Representantes (deputados).
Pelo projeto, as montadoras deveriam ter disponíveis até US$ 14 bilhões para promover reestruturações. A medida não era nem metade dos US$ 34 bilhões pedidos pelas companhias anteriormente.
O projeto aprovado na Câmara concederia o montante em empréstimos ou linhas de crédito --vindos de fundos do Departamento de Energia para a fabricação de automóveis ecológicos-- para que as empresas continuassem com suas operações e evitassem a possível demissão de até 2,5 milhões de funcionários.
No Congresso, os legisladores estavam conscientes do caos que geraria um eventual colapso das empresas e a possível demissão de milhões de trabalhadores.
O plano foi apoiado pelo presidente George W. Bush como uma fonte de salvação para as montadoras. Ainda não está claro como os congressistas americanos vão retomar a discussão de ajuda às empresas.
Montadoras
O consenso é que, sem o empréstimo, o colapso das companhias agravaria a crise econômica com a eliminação de milhões de empregos. A GM é a que mais precisava da ajuda, enquanto a Ford disse que só usaria os recursos se sua situação se agravasse.
A GM admitiu nesta quinta-feira que contratou assessores jurídicos e banqueiros para "enfrentar todas as emergências possíveis", incluindo um pedido de concordata.
O Conselho de Administração da maior fabricante de veículos dos Estados Unidos "analisou todas as opções --como é normal nos negócios-- e contratou os assessores apropriados para enfrentar todas as emergências possíveis", revelou o grupo em um comunicado.
Na nota, o Conselho da GM admite que analisou a opção de uma reestruturação do grupo após um pedido de concordata, "mas não concluiu que isto seja uma solução viável para os problemas de liquidez da empresa".
O site do "The Wall Street Journal" informa que o diretor-executivo da GM, Rick Wagoner, "ainda não acredita" na necessidade do pedido de concordata, mas que diante da dura batalha para se obter um empréstimo do governo federal, decidiu "nas últimas semanas contratar assessores externos" para preparar uma eventual quebra.
Com Efe e Associated Press
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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