Países da UE acertam destinar 200 bilhões de euros para reativação da economia
da Efe
da Folha Online
Os líderes da União Européia apoiaram nesta sexta-feira o plano contra a crise proposto pela Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE), que prevê destinar fundos equivalentes a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do bloco a impulsionar a atividade e o emprego, com a esperança de sair em breve da recessão.
Após superar a resistência de alguns países, os 27 países-membros do bloco aprovaram o enfoque de Bruxelas, que acredita que uma injeção coordenada de cerca de 200 bilhões de euros (US$ 267 bilhões) servirá para reativar a economia européia.
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O Conselho Europeu, que termina hoje em Bruxelas, ressalta que cada país-membro poderá escolher as medidas que considerar apropriadas, "levando em conta a situação de cada um". No esboço do documento final da cúpula, no entanto, os líderes europeus afirmam que subsídios governamentais terão de ser de curta duração e limitados a solucionar problemas de competição entre empresas européias. Os setores automobilístico e de construção foram apontados como os mais carentes de ajuda.
"Medidas para apoiar a demanda precisam ter como objetivo produzir efeitos imediatos, ser de duração limitada e focar nos setores mais afetados e mais importantes no que diz respeito à estrutura da economia, ou seja, a indústria automotiva e o setor de construção", diz o esboço do texto, segundo a agência de notícias Associated Press.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse que a UE "não irá ficar parada e deixar a recessão seguir seu caminho".
Nesta semana, o Istat (Instituto Nacional de Estatística da Itália) informou que a economia italiana entrou oficialmente em recessão, com a confirmação da queda do PIB (Produto Interno Bruto) anualizado pelo segundo trimestre consecutivo --de 0,9% em termos anualizados e de 0,5% com relação ao segundo trimestre deste ano.
Assim, a Itália acumula dois trimestres seguidos de retrocesso do PIB anualizado, já que, no segundo, caiu 0,4% em relação ao mesmo período de 2007, o que cumpre os requisitos que definem a recessão da economia.
Na semana passada, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou uma previsão de recessão na zona do euro em 2009, com uma contração de 0,5% em média do PIB (Produto Interno Bruto), e para este ano o banco prevê uma expansão de apenas 1% do PIB, contra 1,4% anunciado há três meses. A Eurostat (a agência européia de estatísticas) já havia informado no mês passado que a zona do euro teve uma contração de 0,2% no terceiro trimestre do ano, na comparação com o segundo trimestre --quando também houve contração de 0,2% na comparação com o período imediatamente anterior.
O governo da Áustria já anunciou também uma previsão de que vai registrar contração de 0,3% em 2009, marcando a primeira recessão do país em 16 anos.
A Eurostat informou também que a produção industrial na zona do euro caiu 5,3% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2007, pior resultado do ano. Em setembro, a produção já havia registrado uma perda de 2,7%. Na UE como um todo, a produção caiu 5%. Os números fizeram analistas prever novos indicadores negativos para o quarto trimestre.
A zona do euro é formada por Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. A União Européia inclui, além destes, Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.
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