Pacote de Serra alivia cobrança de ICMS e concede R$ 1,2 bi para indústria
YGOR SALLES
da Folha Online
Atualizado às 15h33.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou nesta sexta-feira um pacote de medidas tributárias para aliviar o caixa das empresas afetadas pela crise financeira internacional.
Entre as medidas estão a concessão de R$ 1,2 bilhão em créditos para a indústria, especificamente para os setores de máquinas e autopeças, a ampliação da Nota Fiscal Paulista e mudanças no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A única medida anunciada pelo governo paulista que depende de aprovação na Assembléia Legislativa trata da ampliação do programa Nota Fiscal Paulista. Pelo novo projeto, todas as microempresas --com faturamento de até R$ 240 mil anuais-- terão direito à devolução, em dinheiro, do ICMS pago nas compras feitas na indústria e no atacado.
Atualmente, o programa só se aplica às operações de varejo (em estabelecimentos comerciais): o consumidor ganha crédito de parte do ICMS pago na compra de produtos e serviços.
"As microempresas praticamente não pagarão mais ICMS", disse o governador do Estado, José Serra, durante o evento da assinatura dos decretos. Segundo ele, essa decisão deverá trazer uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 350 milhões anuais.
O novo projeto prevê também prêmios mensais no valor total de R$ 12 milhões para os consumidores --seja pessoa física ou jurídica-- que pedir a Nota Fiscal Paulista. Além disso, os créditos obtidos nessa modalidade poderão ser abatidos em contas de serviços de concessão pública, como a conta de água, luz, telefone, entre outros.
Os créditos, pela nova lei, ainda poderão ser destinados para entidades assistenciais paulistas. Para isso, o consumidor que recebe a nota fiscal não deve pedir o registro do CPF na nota e repassá-la para a entidade que pretende ajudar.
O programa Nota Fiscal Paulista permite que até 30% do imposto recolhido pelo estabelecimento comercial seja devolvido ao consumidor que informa o CPF ou o CNPJ, proporcionalmente ao valor de sua aquisição, no ato da compra.
Recursos para empresas
Por meio de decretos, Serra irá implantar outras cinco medidas em benefício das empresas no Estado.
A mais importante delas trata da disponibilização de linha de crédito na Nossa Caixa de R$ 1,2 bilhão para os setores de autopeças (R$ 1 bilhão) e máquinas e equipamentos (R$ 200 milhões).
A proposta permite que os recursos sejam usados para cheque-empresa, antecipação de recebíveis, conta garantida, capital de giro e financiamentos de bens e serviços.
Para levar os recursos até as empresas, foram assinados protocolos de cooperação com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e com a Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos). Porém, apenas empresas paulistas associadas à essas entidades poderão usufruir do benefício.
ICMS
As outras quatro medidas apresentadas hoje são referentes ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Um decreto do governo irá modificar a data de recolhimento do imposto, que hoje é feito integralmente em janeiro. A nova medida irá dividir o pagamento do ICMS entre os meses de janeiro e fevereiro. O governo estadual espera que cerca de R$ 2 bilhões em impostos sejam adiados para fevereiro, o que segundo Serra "irá ajudar no capital de giro das empresas."
O governo do Estado prorrogou ainda a vigência de um decreto que reduziu a carga tributária para setores industriais --como têxteis, couro, vinho, perfumes, brinquedos, entre outros-- para 12%. O atual acordo terminaria em 31 de dezembro deste ano, mas será ampliado para 30 de junho de 2009.
Outra prorrogação que consta no pacote do governo paulista é sobre o decreto que concedeu prazo de 60 dias apara cobrança do ICMS de empresas que sofrem substituição tributária --pagamento antecipado do imposto.
O pacote tributário de Serra prevê ainda a prorrogação para 1º de março de 2009 o início da vigência da substituição tributária de operações com medicamentos, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza, produtos da indústria alimentícia e materiais de construção.
Com Folha de S.Paulo
Leia mais
- Medidas contra crise no Brasil passam de R$ 250 bi
- Governo quer estimular economia com R$ 8,4 bi de redução de impostos
- BC vai usar US$ 10 bi de reservas com empresas
- Veja as medidas do pacote anticrise do governo federal
Leia mais
- Casa Branca pode usar parte do pacote de US$ 700 bi para montadoras
- Petrobras toma US$ 750 milhões em financiamento com bancos japoneses
- Governo planeja programa de habitação para baixa renda e transporte para a Copa
- Bancos britânicos HBOS e Lloyds TSB acertam fusão
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar
avalie fechar