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Dinheiro
12/12/2008 - 19h12

"Três grandes de Detroit" avaliam opções após fracasso de plano de resgate

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da Efe, em Toronto (Canadá)

O fracasso do plano de resgate do setor do automóvel nos Estados Unidos colocou as "Três grandes montadoras de Detroit" contra as cordas, enquanto seus executivos buscam nesta sexta-feira uma saída para sua desesperada situação econômica, que poderia vir do governo.

A situação mais complicada é para General Motors e Chrysler, enquanto que a Ford, em uma situação mais folgada, tinha anunciado que não ia fazer uso do plano de resgate do Congresso americano, que ontem entrou em via morta no Senado.

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A Chrysler, o terceiro maior fabricante americano e que precisa de US$ 4 bilhões para poder sobreviver durante o primeiro trimestre do ano, está em contato com a equipe do presidente eleito, Barack Obama, para tentar assegurar futuras ajudas.

Segundo assinalou hoje em sua edição eletrônica o jornal "The Detroit News", o presidente da Chrysler, Robert Nardelli, comunicou a seus funcionários que está mantendo "discussões com a equipe presidencial de transição".

Nardelli acrescentou que "membros-chave da próxima administração são conscientes da importância de encarar a viabilidade a curto e longo prazo de nosso setor e companhia".

E para acrescentar mais pressão à situação, Nardelli aconselhou a todos os funcionários da Chrysler, assim como a seus familiares e amigos, que chamem ou enviem e-mails à Casa Branca "para expressar seu apoio a uma ação imediata para ajudar a companhia".

Para a GM, a principal fabricante de automóveis do país, o pacote de ajuda econômico rejeitado na noite da quinta-feira pelos republicanos do Senado é ainda mais urgente.

A empresa dirigida por Rick Wagoner disse que precisa de US$ 4 bilhões de forma urgente para terminar o ano. Outros US$ 6 bilhões serão necessários para garantir suas operações durante o primeiro trimestre de 2009.

Após o fracasso da aprovação do pacote de empréstimos, a GM disse hoje que nos três primeiros meses de 2009 reduzirá sua produção em 30% para fabricar 250 mil veículos menos do que o calculado inicialmente. O próprio fabricante qualificou a medida como uma "significante redução".

"A velocidade e gravidade com que o mercado do automóvel nos EUA caiu nas últimas semanas não tem precedentes, em um momento em que os consumidores assumem o colapso dos mercados financeiros e a falta de crédito para o financiamento de veículos", afirmou a GM em um comunicado.

E como antecipação do que pode significar para o setor do automóvel no mundo todo a queda da GM, a redução da produção no primeiro trimestre do próximo ano não só afeta fábricas nos Estados Unidos, mas também no México e no Canadá. No México, as plantas afetadas são Silao, Ramos 2 e San Luis Potosí.

A GM acolheu com esperança as indicações da Casa Branca que a rejeição do projeto de lei no Senado poderia obrigar a administração do presidente George W. Bush a incluir os fabricantes no plano de resgate de US$ 700 bilhões redigido para o setor financeiro.

A inclusão das "Três grandes de Detroit' no plano de resgate do setor financeiro tinha sido apoiada pelos democratas e Obama, mas rejeitada até o momento pela Casa Branca.

Mas o temor que a GM e a Chrysler se vejam obrigadas a declarar-se em moratória, o que se traduziria em graves perdas no mercado de trabalho americano, está obrigando a administração Bush a reconsiderar suas opções.

Já a Ford disse que por enquanto não precisa de uma injeção econômica para continuar operando nos próximos meses.

Analistas do setor calculam que entre 1 e 3 milhões de postos de trabalho estão em perigo se as 'Três grandes de Detroit' se vêem obrigados a suspender suas operações, embora hoje outro estudo de um pesquisador do Boston College disse que os números podem estar inflados.

Mesmo assim, os fabricantes estão resistindo à moratória, uma alternativa que para o presidente do sindicato UAW (United Auto Workers), Ron Gettelfinger, "não é uma opção", segundo disse hoje.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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