Canadá oferece ajuda de US$ 2,64 bi para evitar quebra de montadoras americanas
da France Presse
da Folha Online
O governo federal do Canadá e o da Província de Ontário chegaram a um acordo para fornecer ajuda às montadoras americanas --General Motors (GM), Ford Motor e Chrysler. O valor da ajuda, de 3,3 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 2,64 bilhões), corresponde à participação do Canadá na produção automobilística norte-americana. A ajuda, no entanto, virá com condições.
O ministro da Indústria do Canadá, Tony Clement, anunciou ontem que a primeira condição para conceder os recursos será ver da parte dos EUA uma oferta de ajuda às três empresas. "Estamos prontos para agir rapidamente, assim que os americanos aprovarem uma ajuda", declarou Clement à imprensa em Toronto.
A primeira condição imposta pelo governo canadense pode ser difícil de cumprir, visto que republicanos e democratas no Congresso dos EUA não se entendem sobre a ajuda: a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) aprovou um pacote de US$ 14 bilhões para ajudar principalmente GM e Chrysler (a Ford já informou ter dinheiro em caixa e que só precisará de ajuda se as condições da economia americana piorarem), mas a medida foi rejeitada na quinta-feira (11) no Senado.
Segundo o ministro canadense, a participação do Canadá na produção das três montadoras é de 20%. Como a indústria automobilística dos dois lados da fronteira é estreitamente integrada, Clement destacou que "qualquer ação dos governos federal e da província para apoiar uma reestruturação também deve ser integrada com o que será feito nos EUA".
Outra condição para que o apoio canadense seja implementado é que "os fabricantes de veículos e de peças deverão trabalhar juntos em um plano de longo prazo para sua indústria". As três empresas possuem importantes redes de montagem na Província de Ontário, o centro da indústria automobilística canadense, onde o setor é responde por 120 mil empregos diretos e mais de 300 mil indiretos.
Casa Branca e Tesouro
Ontem, a Casa Branca informou que avalia medidas alternativas para salvar as montadoras --inclusive destinar recursos do plano Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote), para evitar quebras no setor automobilístico.
O Departamento do Tesouro também tomou iniciativa nessa questão e informou estar preparado para resgatar a indústria automobilística e evitar quebras: o departamento intervirá com empréstimos destinados a General Motors, Ford e Chrysler até que o Congresso tenha tempo para considerar um plano de socorro de longo prazo, no próximo ano.
Segundo o governo americano, um colapso na indústria automobilística dos EUA teria um impacto severo sobre a economia do país --que já se encontra em recessão desde o fim de 2007.
Produção
A GM informou ontem que vai reduzir em, mais 250 mil unidades sua produção do primeiro trimestre com o fechamento temporário de 20 montadoras na América do Norte.
A medida, segundo a GM, se deve à queda de 26% nas vendas mundiais de automóveis registrada em novembro. A GM, sozinha, amargou uma queda de 41%. "O impacto dessa e de outras ações anunciadas recentemente para ajustar a produção à demanda do mercado resultarão na paralisação temporária de aproximadamente 30% do volume de produção da GM na América do Norte no primeiro trimestre de 2009, o que significará 250 mil unidades a menos neste período", indicou a GM em um comunicado.
"A deterioração do mercado americano de automóveis atingiu velocidade e gravidade sem precedentes nas últimas semanas, em meio à reação dos consumidores ao colapso dos mercados financeiros e à decorrente falta de crédito para o financiamento de veículos", diz o documento.
Pacote
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou no mês passado que o pacote iria ajudar empresas fora do setor bancário, como companhias de cartões de crédito e de financiamento automobilístico e estudantil --mudando, assim, a finalidade original da medida.
Segundo ele, o governo esperava à época da elaboração do plano que isso fosse bastar para restaurar a circulação de crédito, mas que, enquanto o Congresso avaliava a medida, as condições do mercado pioraram consideravelmente.
"Ficou claro para mim que à época em que o pacote foi assinado (...) precisávamos agir rapidamente e com vigor, e que a compra de títulos problemáticos --nosso foco inicial-- levaria tempo para ser implementada e não seria suficiente dada a gravidade do problema", afirmou Paulson à época.
Leia mais
- BC sul-coreano prevê menor avanço em 11 anos
- Demanda por energia terá queda em 2009, diz entidade
- China reconhece que risco de recessão é maior que o esperado
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre o setor automobilístico dos EUA
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
avalie fechar
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
avalie fechar
avalie fechar