Dinheiro
14/12/2008 - 09h05

Equador recebe avião presidencial fabricado pela Embraer

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da Efe, em Quito

Enquanto recorre à Câmara de Comércio Internacional para não pagar uma dívida de US$ 286,8 milhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu neste sábado (13) o avião Legacy 600, fabricado pela Embraer, que usará em suas viagens.

Com a compra do avião, que será utilizada para viagens internas e internacionais, "se evitará o alto o custo de aluguel de aeronaves privadas, sobretudo para vôos internacionais", justificou o governo equatoriano.

Outra das razões da compra, acrescentou a Presidência do país, foi a necessidade constante da comunicação presidencial, já que atualmente Correa permanece "isolado nas viagens longos e este fator resulta prejudicial para as atividades do líder e para o Estado em geral".

O avião dispõe de conexão à internet e sistema de videoconferência, indicou a nota, especificando que o aspecto da segurança também foi levado em conta no momento de escolher o avião, "já que conta com a tecnologia mais moderna nesta área".

O ministro da Defesa, Javier Ponce, recebeu oficialmente o Legacy 600 no qual chegaram Miguel Carvajal, vice-ministro da Defesa e Diego Jaramillo, secretário-geral da Presidência da República.

O Embraer Legacy 600 tem capacidade para 13 passageiros e sua velocidade máxima é de 840 km/h.

Seu alcance sem escalas é de 6.019 quilômetros, podendo ir de Quito ou Guayaquil a toda América do Sul e até o sul do Canadá sem escalas e à Europa com uma só escala, acrescentou a Presidência.

Dívidas

Ontem, Correa anunciou que pedirá uma redução significativa da dívida internacional de seu país. "Queremos apresentar uma proposta na qual reconheceremos o valor da dívida, mas um valor muito inferior a esses US$ 3,8 bilhões que supostamente devemos, apesar de já termos pago muito mais do que isso", declarou, em seu discurso semanal na rádio e na televisão.

O presidente equatoriano se disse disposto a travar "uma dura batalha", com eventuais "queixas, processos e embargos". "Assumo pessoalmente a responsabilidade. Se isso custar demais ao país, ele decidirá se quer me manter ou não como presidente", afirmou.

Ele ainda chamou de "abutres" internos e externos os que se opõem à sua decisão de não pagar os juros dos bônus Global 2012, que vencem na segunda-feira, no valor de US$ 30,6 milhões.

Com informações da agência de notícias France Presse

 

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