Mundo atravessará crise de desemprego em 2009, diz Banco Mundial
da Reuters
da Folha Online
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse neste domingo que a crise financeira em curso já se tornou uma crise econômica e, no próximo ano, será uma crise de desemprego.
"Essa crise financeira já passou a ser uma crise econômica e no próximo ano será uma crise de desemprego", afirmou Zoellick, em uma visita à Província de Sichuan, na China. "Vai ser uma fase extremamente difícil."
O presidente do banco ainda disse que a recuperação da crise pode ser atrasada se os países se fecharem na tentativa de salvar as próprias economias. "Me preocupa que o desemprego, principalmente se combinado com uma queda de preços, possa levar a ondas de protecionismo."
Zoellick disse que os países desenvolvidos precisam ser cuidadosos para não agravar as condições do mercado mundial para os países mais pobres; segundo ele, as garantias que esses países têm oferecido a títulos de dívida de instituições bancárias "têm tornado difícil para os países em desenvolvimento com bons programas orçamentários lançar títulos no mercado",
"É importante que os países desenvolvidos reconheçam que, em algum momento, precisarão de estratégias de saída para essas garantias, ou discipliná-las (...) Não digo que esse passo precise ser dado agora, mas se não for assim os países em desenvolvimento é que ficarão com o peso maior", disse Zoellick.
Na semana passada, o Banco Mundial informou que a crise financeira global tem exercido um peso considerável sobre as economias emergentes --para as quais previu um crescimento de 4,5% em 2009, muito abaixo dos 6,8% previstos para este ano.
No último dia 10, o banco anunciou uma linha de crédito de emergência e sem juros para os países mais pobres que terá valor total de US$ 2 bilhões. "A linha de resposta de emergência à crise, da AID (Associação Internacional de Desenvolvimento), aprovada nesta terça-feira pelo conselho de administração do Banco Mundial, permitirá ao grupo dar financiamento rápido para programas sociais, infra-estruturas, educação e saúde", informou o banco em um comunicado.
A AID é a filial do Banco Mundial que concede empréstimos aos 78 países mais pobres. Seus recursos disponíveis alcançam os US$ 42 bilhões, segundo a instituição.
No início de outubro, o Congresso dos EUA aprovou um pacote de US$ 700 bilhões para comprar papéis chamados de "podres" (com risco muito alto de calote) que estivessem em posse dos bancos --em particular papéis ligados ao mercado de hipotecas "subprime" (de maior risco).
No fim do mesmo mês, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que aplicaria parte dos recursos --US$ 250 bilhões-- do pacote em nove bancos: Citigroup, J.P. Morgan, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Bank of America, Bank of New York Mellon e State Street, mas não necessariamente na aquisição de papéis "podres".
No dia 12 do mês passado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou outra mudança na aplicação do pacote: agora o governo pretende injetar o dinheiro em empresas fora do setor bancário, como companhias de cartões de crédito e de financiamento automobilístico e estudantil.
Na mudança mais recente, o dinheiro pode ser empregado para impedir quebras no setor automobilístico americano. O Senado dos EUA rejeitou na quinta-feira (11) uma ajuda de US$ 14 bilhões destinada principalmente à General Motors e à Chrysler, que já havia sido aprovada na Casa dos representantes (Câmara dos Deputados dias antes).
"Dada a condição atual de fragilidade da economia americana, vamos considerar outras opções se necessário --incluindo o uso do programa Tarp [Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês] para evitar o colapso das montadoras com problemas", disse em um comunicado a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. "Um colapso desse setor teria um impacto severo sobre nossa economia e seria uma irresponsabilidade enfraquecer e desestabilizar ainda mais nossa economia neste momento."
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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