Ex-presidente da Nasdaq é acusado de fraude por BNP Paribas e Santander
da Efe, em Paris
O banco francês BNP Paribas anunciou hoje que poderia perder 350 milhões de euros por sua exposição à fraude do fundo especulativo americano Bernard L. Madoff Investment Securities e o banco espanhol Santander comunicou que irá à Justiça para se defender de possíveis golpes do mesmo grupo.
Em comunicado, o BNP Paribas ponderou que não tinha investido diretamente em produtos do gerente de fundos Bernard Madoff, 70, mas que estava exposto por suas "atividades de mercados" e pelos empréstimos que concedeu a outros fundos que, por suas vezes, haviam investido nessa firma.
A respeito disto, indicou que, se o valor do fundo de Madoff caiu a zero, "a perda de BNP Paribas poderia chegar a 350 milhões de euros".
A pirâmide financeira montada por Madoff pode representar uma fraude de US$ 50 bilhões, uma das maiores na história dos Estados Unidos.
Já o banco espanhol Santander informou hoje que, através do fundo Optimal Strategic, administra fundos de clientes no valor de 2,33 bilhões de euros ligados a produtos da Madoff.
O Santander anunciou que tomará as ações legais que procedam para defender os interesses dos acionistas de seu fundo cujos investimentos eram executados pela Madoff Securities.
No entanto, fontes do banco descartaram eventuais compensações para seus clientes que tenham sido afetados pelas fraudes, uma vez que elas, investigadas pela Procuradoria dos EUA, constituem crimes pelos quais o Santander "não responde".
Bernard Madoff, que usou sua reputação de filantropo e posição de ex-presidente do mercado eletrônico nova-iorquino Nasdaq para levantar uma gigantesca pirâmide financeira, é acusado de frustrar centenas de investidores individuais e fundos de investimento.
Entre os que se declararam vítimas de golpes praticados por ele estão famílias ricas americanas e personalidades como Fred Wilpon, dono majoritário da equipe de beisebol New York Mets, e Norman Braman, ex-proprietário do time de futebol americano Philadelphia Eagles.
O investidor, que foi detido na quinta-feira pela FBI (Polícia Federal americana) em seu apartamento de Manhattan, oferecia rentabilidades razoavelmente altas, em torno de 10%, em épocas de bonança no mercado, mas também quando caía a bolsa.
E, de acordo com a Procuradoria, pagava aos investidores com os recursos que ia captando com outros que aderiam ao esquema e se constituíam, assim, em futuras vítimas.
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