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Dinheiro
15/12/2008 - 12h14

Bancos calculam perdas bilionárias com fraude do caso Madoff

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OLIVIER THIBAULT
da France Presse, em Madri

Os grandes bancos internacionais, tanto na Ásia como na Europa, avaliam em centenas de milhões de dólares as perdas potenciais ligadas à suposta fraude do gerente dos fundos americano Bernard Madoff, calculados em US$ 50 bilhões.

Um atrás dos outros, os grandes nomes das finanças internacionais --como o banco Nomura no Japão, o francês BNP Paribas, e o HSBC e o RBS (Royal Bank of Scotland) do Reino Unido-- anunciaram seu nível de exposição aos produtos da sociedade de investimento de Madoff, corretor de Wall Street até então muito respeitado, mas agora acusado de uma gigantesca fraude utilizando o famoso "esquema da pirâmide".

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O espanhol Santander, segundo maior banco em capitalização bancária da Europa, reconheceu na noite de domingo que os clientes de seu fundo especulativo Optimal estão expostos a perda de cerca de 2,33 bilhões de euros.

O segundo banco da Espanha, o BBVA, admitiu, por sua vez, uma perda líquida potencial máxima de 300 milhões de euros, mas destacou que jamais comercializou produtos do fundo especulativo de Madoff junto a seus clientes espanhóis.

Ruby Washington/AP
Madoff, ex-presidente da Nasdaq, liderou uma fraude que pode chegar a US$ 50 bilhões
Madoff, ex-presidente da Nasdaq, liderou uma fraude que pode chegar a US$ 50 bilhões

O britânico HSBC, número três mundial do setor em capitalização financeira, confirmou que pode ter sofrido uma perda de um bilhão de dólares nesta fraude gigantesca, segundo o Financial Times.

Outro britânico, o RBS (Royal Bank of Scotland), do qual o governo britânico possui 57,9% das ações, admitiu uma perda potencial de 400 milhões de libras (aproximadamente 460 milhões de euros).

Na França, o Natixis, filial da Caisse d'Epargne e do Banque Populaire, pode perder até 450 milhões de euros, enquanto a seguradora francesa Axa avalia uma exposição nítida de 100 milhões de euros.

O BNP Paribas anunciou perdas potenciais de 350 milhões de euros através de suas atividades de mercados e empréstimos concedidos a fundos que investiram nos fundos especulativos de Madoff.

Os suíços UBS e Credit Suisse afirmaram que "não estão expostos materialmente à fraude", enquanto o primeiro banco italiano, o UniCredit, indicou estar ameaçado de perder aproximadamente 75 milhões de euros.

No Japão, o Nomura Holdings reconheceu que pode ter perda de 27,5 bilhões de ienes (225 milhões de euros), mas considerou o impacto "relativamente limitado", considerando as somas geradas.

Detido quinta-feira e depois liberado com pagamento de fiança, Madoff, 70, é acusado de ter montado um gigantesco esquema de pirâmide, pagando juros a seus antigos clientes graças ao capital injetado pelos novos clientes.

Ex-presidente do conselho de administração do Nasdaq, Madoff era tão respeitado em Wall Street que a SEC (Securities and Exchange Commission, a autoridade de regulação dos mercados americano) o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava freqüentemente seus conselhos, segundo o "Wall Street Journal".

As repercussões mundiais da suposta fraude de Bernard Madoff são o retrato do "entrelaçamento crescente" das finanças internacionais, comentou segunda-feira o jornal espanhol "El Pais".

A crise financeira internacional encontrou em Bernard Madoff "seu homem mau", apesar de a história das finanças internacionais estar cheia de fraudes piramidais, segundo o editorial do jornal.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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