Bancos calculam perdas bilionárias com fraude do caso Madoff
OLIVIER THIBAULT
da France Presse, em Madri
Os grandes bancos internacionais, tanto na Ásia como na Europa, avaliam em centenas de milhões de dólares as perdas potenciais ligadas à suposta fraude do gerente dos fundos americano Bernard Madoff, calculados em US$ 50 bilhões.
Um atrás dos outros, os grandes nomes das finanças internacionais --como o banco Nomura no Japão, o francês BNP Paribas, e o HSBC e o RBS (Royal Bank of Scotland) do Reino Unido-- anunciaram seu nível de exposição aos produtos da sociedade de investimento de Madoff, corretor de Wall Street até então muito respeitado, mas agora acusado de uma gigantesca fraude utilizando o famoso "esquema da pirâmide".
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O espanhol Santander, segundo maior banco em capitalização bancária da Europa, reconheceu na noite de domingo que os clientes de seu fundo especulativo Optimal estão expostos a perda de cerca de 2,33 bilhões de euros.
O segundo banco da Espanha, o BBVA, admitiu, por sua vez, uma perda líquida potencial máxima de 300 milhões de euros, mas destacou que jamais comercializou produtos do fundo especulativo de Madoff junto a seus clientes espanhóis.
| Ruby Washington/AP |
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| Madoff, ex-presidente da Nasdaq, liderou uma fraude que pode chegar a US$ 50 bilhões |
O britânico HSBC, número três mundial do setor em capitalização financeira, confirmou que pode ter sofrido uma perda de um bilhão de dólares nesta fraude gigantesca, segundo o Financial Times.
Outro britânico, o RBS (Royal Bank of Scotland), do qual o governo britânico possui 57,9% das ações, admitiu uma perda potencial de 400 milhões de libras (aproximadamente 460 milhões de euros).
Na França, o Natixis, filial da Caisse d'Epargne e do Banque Populaire, pode perder até 450 milhões de euros, enquanto a seguradora francesa Axa avalia uma exposição nítida de 100 milhões de euros.
O BNP Paribas anunciou perdas potenciais de 350 milhões de euros através de suas atividades de mercados e empréstimos concedidos a fundos que investiram nos fundos especulativos de Madoff.
Os suíços UBS e Credit Suisse afirmaram que "não estão expostos materialmente à fraude", enquanto o primeiro banco italiano, o UniCredit, indicou estar ameaçado de perder aproximadamente 75 milhões de euros.
No Japão, o Nomura Holdings reconheceu que pode ter perda de 27,5 bilhões de ienes (225 milhões de euros), mas considerou o impacto "relativamente limitado", considerando as somas geradas.
Detido quinta-feira e depois liberado com pagamento de fiança, Madoff, 70, é acusado de ter montado um gigantesco esquema de pirâmide, pagando juros a seus antigos clientes graças ao capital injetado pelos novos clientes.
Ex-presidente do conselho de administração do Nasdaq, Madoff era tão respeitado em Wall Street que a SEC (Securities and Exchange Commission, a autoridade de regulação dos mercados americano) o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava freqüentemente seus conselhos, segundo o "Wall Street Journal".
As repercussões mundiais da suposta fraude de Bernard Madoff são o retrato do "entrelaçamento crescente" das finanças internacionais, comentou segunda-feira o jornal espanhol "El Pais".
A crise financeira internacional encontrou em Bernard Madoff "seu homem mau", apesar de a história das finanças internacionais estar cheia de fraudes piramidais, segundo o editorial do jornal.
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Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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