Dinheiro
15/12/2008 - 18h05

Safra de cana cresce 14% neste ano; setor prevê dificuldades em 2009

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da Folha Online
com Agência Brasil

A safra de cana-de-açúcar cresceu 13,9% neste ano, com a produção recorde de 571,4 milhões de toneladas. A área plantada em 2008 foi de 8,5 milhões de hectares, de acordo com o último levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgado nesta segunda-feira.

A fabricação de açúcar será de 32,1 milhões de toneladas, com a moagem de 246 milhões de toneladas de cana.

A fabricação de álcool utilizará 325,3 milhões de toneladas de cana, resultando na produção de 26,6 bilhões de litros --sendo 10,1 bilhões de litros do álcool anidro, que é adicionado à gasolina, e 16,5 bilhões de álcool hidratado, utilizado diretamente no tanque como combustível.

Para o presidente da Conab, Wagner Rossi, a alta do dólar tende a favorecer o setor exportador de açúcar e de álcool. Além disso, segundo ele, nos primeiros meses do ano, os preços dos derivados da cana-de-açúcar tendem a aumentar, em razão da entressafra, estabilizando-se a partir do segundo bimestre. Ele descartou, no entanto, elevações significativas de preço em 2009, uma vez que a cotação do barril do petróleo está em baixa no mercado internacional.

Nova safra

Rossi avalia que a próxima safra de cana-de-açúcar poderá passar por percalços, mas que "a solidez dos fundamentos do setor" deve permitir que os problemas sejam contornados.

"Trata-se de um mercado regular, sem grandes problemas, mas que conta com acompanhamento permanente do governo, que procura se inteirar da situação da oferta e da demanda", disse Rossi.

Quanto aos investimentos na área sucroalcooleira, Rossi não descarta a possibilidade de problemas decorrentes da crise de crédito mundial, que "afeta todos os setores". Ele disse acreditar que ajustes no setor vão evitar "grandes traumas" para a produção nacional.

O diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alexandre Stratasson, informou que vão ser instalados no próximo ano mais 30 complexos para fabricação de álcool. O custo médio de cada um gira em torno de R$ 300 milhões, segundo ele.

Cada uma dessas usinas tem capacidade para o processamento de dois milhões de toneladas de cana, garantindo a industrialização anual de 560 milhões de toneladas suplementares.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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