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Dinheiro
15/12/2008 - 18h22

Moratória de dívida do Equador pode chegar a US$ 61 milhões

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da France Presse, em Quito

O Equador declarou moratória técnica para o pagamento de US$ 30,5 milhões em juros de seus bônus Global que venciam nesta segunda-feira. A medida faz parte do "default" anunciado de uma parte da dívida externa do país, confirmou nesta segunda-feira a ministra das Finanças, María Elsa Viteri. Porém, o calote do país com credores externos chegaria a US$ 61 milhões.

"Vencia também nesta segunda-feira o prazo de depósito de US$ 30,4 milhões referentes aos bônus Global 2015, pelo qual, também, nos declaramos em moratória técnica", afirmou Viteri em entrevista à imprensa, durante a qual se recusou a responder a perguntas.

Correa havia dito, durante o final de semana, estar disposto a travar "uma dura batalha", com eventuais "queixas, processos e embargos". "Assumo pessoalmente a responsabilidade. Se isso custar demais ao país, ele decidirá se quer me manter ou não como presidente", afirmou.

Muito crítico em relação a organizações como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ou o Bird (Banco Mundial), o dirigente equatoriano destacou que está preparando "uma proposta de reestruturação" da dívida que inclui "um ótimo desconto".

"Dissemos que grande parte da dívida é imoral e ilegítima, mas talvez haja uma parte legítima nas mãos de credores de boa fé", prosseguiu.

Sexta-feira, o presidente socialista decretou oficialmente a suspensão do pagamento de quase 40% da dívida internacional equatoriana, alegando "irregularidades" no momento de sua renegociação.

O Equador chegou a proteger seus depósitos no exterior dos eventuais embargos que pode enfrentar por ter declarado a moratória de parte de sua dívida externa alegando supostas ilegalidades, anunciou o governo.

"Estamos cuidando de nossos recursos, estamos cuidando há algum tempo. Nós os protegemos e isto é o mais importante, podem ficar tranqüilos", afirmou o ministro de Política, Ricardo Patiño.

O ministro da Casa Civil, Fernando Bustamante, também aproveitou para enfatizar que "os bens dos equatorianos estão protegidos".

 

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