Dinheiro
15/12/2008 - 21h36

Federação fala em até 1.500 demissões na mineração em MG

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

A cadeia do setor de mineração em Minas Gerais demitiu mais de mil trabalhadores em novembro. Não há ainda números fechados, mas o presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), Robson Braga de Andrade, estima entre "mil e 1.500 o número de trabalhadores demitidos no setor inteiro", que tem forte peso na economia estadual.

Um dos dados já consolidados das demissões no setor da mineração é que cerca de 850 trabalhadores demitidos estão sendo treinados para que possam trabalhar em outro setor da atividade econômica do Estado. Os cursos de requalificação foram propostos pela Fiemg às empresas que estão tendo que cortar postos de trabalho, em razão da forte queda da exportação do minério.

As exportações de Minas, com forte influência da venda do minério-de-ferro, deverão retroceder no ano que vem, em valores, aos níveis de 2007, disse Lincoln Gonçalves Fernandes, presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Fiemg.

Em 2007, as exportações atingiram US$ 18,7 bilhões. Neste ano, o setor exportador de Minas deverá fechar com saldo de US$ 24,6 bilhões. Para 2009, a previsão da Fiemg é que a receita com exportações fique em US$ 19 bilhões.

A Fiemg, disse Andrade, trabalha com o propósito de amenizar rapidamente o problema do desemprego, deslocando pessoal demitido dos setores mineral e siderúrgico para outras áreas da economia nas regiões onde os demitidos estão.

Nos programas de requalificação da Fiemg, disse Andrade, a questão regional prevalece. No centro-oeste de Minas, por exemplo, indústrias produtoras de ferro-gusa (matéria prima do aço) abafaram seus fornos e cortaram postos de trabalho. Como lá é forte o setor de calçados e vestuários, que necessita de mão-de-obra treinada, a Fiemg tenta recolocar os demitidos no setor.

Andrade diz não acreditar que as demissões na mineração anule as contratações do ano. De janeiro a outubro, o setor mineral contratou 3.630 pessoas em Minas, crescimento de 20% em relação a 2007.

A Vale contribui com ao menos 300 demissões no setor mineral de Minas, de acordo com o anunciado pela empresa no mês passado. Os sindicatos, como o Metabase de Itabira, dizem que os números são maiores, mas não há dados consolidados pelos sindicatos.

Comentários dos leitores
Essa incrível recuperação de Brasil, China, Japão e (parece) Comunidade Europeia faz lembrar que no já longínquo início de 2008 estávamos às portas de um crescimento gradativo e que ameaçava estourar. Os créditos imobiliários podres dos EUA já eram ameaça antiga até que atingiram proporção explosiva; isto levou à cobrança das dívidas impagáveis dos bancos inescrupulosos e de aplicadores desonestos. Se estes dois problemas financeiros não tivessem acontecido, talvez tivéssemos tido um progresso nunca antes experimentado. O lastro dessa possibilidade talvez tenha permitido a recuperação tão rápida que nos surpreende: a própria elite econômica brasileira prevê crescimento de 5% EM 2010 (se a eleição não atrapalhar! As campanhas estão em tom menor, mas não vão ficar assim por muito tempo). O perigo é o descontrole do dólar, culpa exclusiva dos norte-americanos, que desde a guerra do Vietnâ, vêm produzindo um déficit astronômico, sem nenhum retorno bélico, impagável. Está na hora de o mundo chamar a atenção dos EUA e adverti-los de que ou consertam sua economia ou serão superados, provavelmente pela China. Será que eles não percebem que, se isto acontecer, não vai ser feito com bom-mocismo, mas de forma acachapante sobre o país? O mundo pode caminhar para uma solução. Agora discutem-se problemas que sempre foram deixados de lado. Lula está de olho nisto e percebe-se que elabora uma plataforma para sua eventual volta em 2014, interessado em uma liderança mundial. Acorda, Obama!!! sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (40) 16/11/2009 16h04
Olmir Antonio de Oliveira (40) 16/11/2009 16h04
Mercado, é para negociantes, ocilações fazem parte do cenário......È facíl administrar a exemplo do que se fazia no passado, era só remarcar e o consumidor " o brasileiro" compulsoriamente acabava aceitando, legitimava, justifica a ocorrência, era sacrificado e ainda tinha que ficar agradecido...... O "produtor" o empresário nacional sequer se preocupava em "renegociar" contratos, adequar, equacional, simplesmente repassava e o "povão" aceita compulsoriamente. É de se pensar que as coisas podem ser feitas de outro modo, novos sistemas produtivos.... negociação, novas técnolçogias...... e agilidade administrativa por parte do empresário, mas se for um produtor rural, é de importancia ter em mente que tal atividade de seguir parametros e agilidade empresarial,convem resaltar que tal setor depende em muitos a fatores que podem fugir do alcance do administrador, clima, pragas.... Certo é que não se deve faltar vigilancia com gastos públicos, em especial aos feitos em vesperas de eleições, gastos diversos, blaá blá blá, muita propaganda para pouca obra feita e ou em coisas sem uma útilidade e ou efeito pratico em retorno para o contribuite. Para se prático em tempo de poucos compradores, para itens da exportação, é sabido que existem diversos outros países tentando tambem negociar, em mercado que o consumidor procurar adiar e ou conter as compras, é complicado. È preciso inovas se sobresair aos concorrentes......Ser qualificado e ser lembrado por fazer a diferença. 1 opinião
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Wilson Prado (115) 16/11/2009 15h12
Wilson Prado (115) 16/11/2009 15h12
Capitão Meirelles, se o seu amor pelo país for verdadeiro, fique onde está, por favor. Esta é a sua grande missão. É aí que o país precisa de você.
Repito, por favor, fique e mantenha o Brasil na rota, pois ninguém saberá conduzi-lo como você.
Explicando a simplista analogia: Lembramos o nome do navio e nem sempre o nome do capitão.
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