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Dinheiro
16/12/2008 - 08h33

Inflação pelo IGP-10 fecha o ano em 10,27%, maior desde 2004, diz FGV

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da Folha Online

O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) teve ligeira variação positiva de 0,03%, em dezembro, uma desaceleração acentuada em relação a novembro, quando a alta foi de 0,73%. No ano, o indicador teve variação positiva de 10,27%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado no ano atinge, assim, a maior marca desde 2004, quando a alta foi de 12,4%. No ano passado, o índice acumulou alta de 7,38%.

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

A metodologia aplicada na apuração do IGP-10 é a mesma do IGP-M e do IGP-DI --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 0,22% neste mês, contra uma alta de 0,81% no mês anterior. O índice referente a Bens Finais passou de alta 0,48% em novembro para deflação de 0,16% neste mês, com destaque para o subgrupo alimentos processados (de 1,09% para -0,74%). Excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice teve ligeira variação positiva de 0,05%, contra alta de 0,96% um mês antes.

O índice do grupo Bens Intermediários teve deflação de 0,88%, contra alta de 1% um mês antes. Os preços de materiais e componentes para a manufatura passaram de alta de 1,29% para deflação de 0,30%. Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, houve deflação de 0,79%, contra alta de 1,13% um mês antes.

O índice de Matérias-Primas Brutas desacelerou, de uma alta de 0,89% em novembro para uma de 0,71% em dezembro, com destaque para arroz em casca (3,03% para -7,29%), minério de ferro (14,26% para 7,53%) e algodão em caroço (1,31% para -6,11%). Já os itens tomate (-2,94% para 64,28%), soja em grão (-2,91% para 1,35%) e café em grão (-2,13% para 1,04%) aceleraram.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,62% em dezembro, contra 0,49% em novembro. O destaque foi o grupo Habitação (0,37% para 0,57%), principalmente com os itens tarifa de eletricidade residencial (0,13% para 0,74%), material de limpeza (0,35% para 0,91%) e equipamentos eletrônicos (0,22% para 0,86%).

Os grupos Alimentação (0,91% para 1,00%), Transportes (0,12% para 0,31%), Despesas Diversas (-0,15% para 0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,41% para 0,59%) e Educação, Leitura e Recreação (0,29% para 0,41%) também tiveram alta, com destaque para hortaliças e legumes (-3,66% para 5,89%), tarifa de táxi (0,00% para 1,93%), mensalidade para TV por assinatura (-1,21% para 1,95%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,37% para 0,62%) e cursos não-formais (0,11% para 0,94%).

Apenas o grupo Vestuário (0,91% para 0,37%) desacelerou, com destaque para roupas (1,19% para 0,68%) e calçados (0,48% para -0,52%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,33% neste mês, contra 0,74% em novembro. O grupo Materiais passou de 1,32% para 0,47%. O grupo Serviços passou de 0,70% para 0,57%. O índice que mede o custo da Mão-de-Obra recuou de 0,17% no mês anterior, para 0,14% nesta apuração.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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