Premiê da China e presidente do Banco Mundial se reúnem para analisar crise
da Efe
O premiê chinês, Wen Jiabao, se reuniu nesta sexta-feira com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, para analisar medidas diante da atual crise financeira global, informou a agência estatal de notícias Xinhua.
Na reunião, Jiabao destacou que a China responderá à crise com políticas para aumentar a demanda do mercado doméstico, "como método eficaz para estimular o crescimento econômico". Ele disse a a Zoellick que, entre os objetivos prioritários da política econômica chinesa, está superar a disparidade de renda entre as zonas rurais e as urbanas, a baixa renda per capita média (US$ 1.500) e os bolsões de pobreza que perduram em muitas regiões do país.
O plano de Pequim, acrescentou, consiste em melhorar a renda da população mais desfavorecida e os benefícios sociais que recebem para tentar tanto resolver a desigualdade social quanto superar a atual crise, que produziu uma queda de vendas de produtos chineses no exterior.
No mês passado, o governo chinês anunciou um pacote de medidas de estímulo econômico no valor de 4 trilhões de yuans (cerca de US$ 586 bilhões), com o qual espera resistir ao impacto da crise financeira mundial em sua economia, com marcados sintomas de desaceleração.
A China destinará esse pacote a obras públicas, de infra-estruturas (canalização de água, estradas, rede elétrica, telecomunicações) à proteção do meio ambiente, educação e saúde, disse o premiê chinês a Zoellick.
Na reunião, o presidente do BM destacou que a crise financeira exige maior cooperação entre a comunidade internacional. Afirmou também que sua instituição continuará apoiando a China para que supere as dificuldades em seu mercado financeiro e trabalhista, com dezenas de milhares de trabalhadores perdendo o emprego por causa do fechamento de fábricas exportadoras.
Zoellick manifestou sua satisfação com as medidas ditadas por Pequim em novembro --um dos maiores pacotes de gasto público da história-- e reiterou que manter a estabilidade econômica do país será a maior contribuição da China para tentar superar a crise global.
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