Governo do Japão pressiona banco central para combater problema de crédito
da Efe
O ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa, pressionou nesta terça-feira o Banco do Japão (banco central do país) para que tome medidas que facilitem o crédito durante a reunião de política monetária na qual será tomada uma decisão sobre a taxa básica de juros, segundo a agência de notícias Kyodo.
O presidente do banco, Masaaki Shirakawa, não quis responder ao pedido do ministro ao banco central de medidas como a compra direta da dívida emitida pelas empresas, de acordo com a agência.
Nakagawa afirmou que o banco central japonês é responsável por reverter a tendência negativa da economia japonesa e que o governo espera que o banco decida o que fazer em termos de política monetária e de liquidez (oferta de dinheiro).
O presidente do BC japonês acrescentou que o governo leva muito a sério os resultados do relatório Tankan, divulgado ontem pelo Banco do Japão, no qual informa que a confiança da indústria japonesa teve nos três últimos meses sua maior queda em relação ao trimestre anterior em 34 anos.
No entanto, Shirakawa respondeu que o Banco do Japão precisa discutir estes assuntos a partir de "vários pontos de vista".
Segundo o ministro das Finanças, a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) sobre a taxa de juros, que o mercado prevê que será de reduzir os juros, será um fator na reunião de política monetária do Banco do Japão nesta semana.
Uma queda dos juros nos EUA poderia deixar o iene ainda mais caro, o que dificultaria a posição das grandes empresas exportadoras japonesas. A lei que regulamenta o funcionamento do banco central japonês indica que a autonomia do Banco do Japão deve ser respeitada, mas também afirma que o banco deveria se comunicar com o governo para coordenar sua política com a do Executivo.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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