Publicidade

Dinheiro
16/12/2008 - 12h12

Lula diz que países do Mercosul têm força para enfrentar crise mundial

Publicidade

da Efe, na Costa do Sauípe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as economias e as democracias dos países do Mercosul são suficientemente fortes para enfrentar os efeitos da crise mundial, ao inaugurar a 36ª cúpula do bloco nesta terça-feira.

"Nossa força para enfrentar a recessão global não está só na força de nossas economias, mas também no vigor de nossas democracias", disse Lula na sessão inaugural, com a presença de vários convidados especiais, entre eles o presidente cubano, Raúl Castro.

10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

Lula ressaltou que os países latino-americanos em geral deram respostas muito parecidas à crise, e destacou que "a preocupação central é proteger o emprego e a renda dos trabalhadores", e seguir impulsionando a igualdade social.

O encontro na Costa do Sauípe, na Bahia, conta também com a presença dos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; do Paraguai, Fernando Lugo, e do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Também estão os líderes do Chile, Bolívia e Equador, países associados do Mercosul, junto com Colômbia e Peru, representados hoje por seus vice-presidentes.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cujo país está em processo de adesão plena ao Mercosul, não foi até o complexo onde acontece a reunião.

O governo brasileiro, que está na Presidência semestral do Mercosul, também convidou para a cúpula de hoje os governantes de Guiana, México, Panamá e Suriname.

Em seu discurso, Lula defendeu a necessidade de aumentar o comércio sul-sul, insistiu em que os países da área não permitirão "retrocessos na melhora das condições de vida da população" e defendeu uma maior participação do Mercosul no desenho de uma nova arquitetura financeira internacional.

"O Mercosul não assistirá passivamente ao debate sobre a crise mundial. Queremos um papel importante na nova arquitetura internacional, multipolar e multilateral", disse o presidente.

Durante esta sessão, Lula cederá a Presidência semestral do bloco ao presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Tarifa

Segundo reportagem da Folha desta terça-feira, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) avalia que a cúpula América Latina-Caribe funcionará como um manifesto pela independência decisória da região. O chanceler confessou uma frustração com a região.

Na cúpula, iniciada nesta segunda-feira (15), não se chegou a um acordo para eliminar a dupla cobrança da TEC (Tarifa Externa Comum), que caracteriza uma união aduaneira --um passo adiante em matéria de integração, em relação a uma área de livre comércio.

Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai não conseguiram concluir as negociações para eliminar a dupla cobrança da TEC. Hoje, um produto que ingressa no Mercosul pelo Uruguai e depois é reexportado ao Brasil, por exemplo, paga imposto de importação duas vezes e cada país fica com imposto arrecadado.

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4392)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca