Dinheiro
16/12/2008 - 14h41

Fiesp prevê crescimento de 1,5% no emprego industrial paulista em 2008

Publicidade

YGOR SALLES
da Folha Online

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) prevê um crescimento de apenas 1,5% para o emprego nas indústrias paulistas neste ano, menor do que o crescimento do mesmo número no ano anterior (5,01%) e da previsão do PIB (Produto Interno Bruto) no ano (em torno de 5,2%).

Se a previsão se confirmar, as indústrias paulistas fecharão o ano aproximadamente 35 a 40 mil empregos a mais. No ano passado, por sua vez, foram gerados 104 mil empregos.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise
Veja as medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise

Segundo o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini, a crise financeira global será a grande responsável por essa desaceleração. "Os efeitos da crise vão se amplificar e espalhar, e estamos vendo os primeiros sinais disso", disse.

Até novembro, a indústria paulista acumula a criação de 123 mil empregos. Porém, o número é inflado pelo setor de açúcar e álcool, que no final do ano demite maciçamente devido ao final da safra de cana-de-açúcar. Somado aos efeitos da crise, dezembro deve trazer o corte de mais de 80 mil postos de trabalho.

"No início da queda do ritmo [de empregos gerados no acumulado de 12 meses], tratávamos o número como uma desaceleração normal, até que acontecesse uma acomodação", disse Francini, lembrando que nesta ocasião previa uma alta de 2,5% a 3% no emprego da indústria em 2008. "Agora ganhamos um ímpeto devido ao processo inicial da crise."

O diretor da Fiesp chamou a atenção para o alastramento dos setores que já mais demitem do que contratam. Em novembro, dos 21 setores analisados, 14 se encontraram nesta situação. "Foi um número muito alto. Mesmo em novembro de 2006, quando o ano fechou com dados negativos, não teve uma quantidade tão grande de setores demitindo", lamentou. Na ocasião, 11 setores tiveram desempenho negativo no emprego.

Os setores mais atingidos, segundo Francini, são os diretamente ligados ao crédito --o que aponta para máquinas e equipamentos e automotivo. "O de máquinas recua devido ao menor investimento, enquanto o automotivo depende do crédito e da confiança do consumidor para avançar", explica. Quanto ao segundo setor, ele lembrou que as montadoras ainda não demitiram fortemente. "Por enquanto, isso ocorre com maior intensidade nas fábricas de autopeças."

Comentários dos leitores
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
Caro, André Souza, se você tivesse estudado mais ou se a sua profesora tivesse te ensinado mais, teria aprendido que não foram só alguns ou poucos os casos de resistência dos negros à escravidão. A escravidão não foi assim tão passivamente aceita por eles, houve resistência e muita. Realmente as cotas não resolvem o problema, principalmente problemas como esse que você tem, que é o preconceito internalizado de si próprio.Que bom que seja negro, que tenha estudado em escola pública e vencido, mas precisa continuar estudando e aprender que a migração, por mais sofrida que foi, de japoneses,italianos,alemães, etc não foi igual ao processo de escravidão. sem opinião
avalie fechar
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
Mais eficiente do que um sistema de cotas (que diga-se de passagem, foi copiado do modelo americano, que não só fracassou, como também levou ao aumento do preconceito e da intolerância contra os afrodescentendes naquele país), seria a reforça do sistema de ensino no Brasil, com valorização dos professores, como aumento de salário e condições dignas de trabalho; aumento da carga horária no que se refere as aulas; investimento na melhoria das escolas, com ampliação de laboratórios, salas de informática, enfim, aumento do investimento na educação. Porém, como educação não é prioridade para o governo, ou para as elites, seja pelo temor do aumento do conhecimento, o que levaria a contestação maior, além do aumento do nível de consciência da população sobre o que está errado e por que está errado. Educação é a chave para uma revolução sócioeconômica e cultural de uma nação. Enquanto o país relegar a educação a segundo plano, o Brasil continuará a ser o país que é. Atrasado tecnológicamente, atrasado na pesquisa médica, com poucos projetos de vanguarda, com dificuldades de capacitar sua mão de obra, já que os cursos, além de não gratuitos, serem caros, o que dificulta o acesso da maioria da população a melhores postos de trabalho. Países que por conta de reformas educacionais, sairam da pobreza e hoje possuem outro status: Irlanda, Espanha, Portugal, Coréia do Sul, Taiwan, Singapura. A lista é longa. Por que o Brasil não faz parte dela? Falta vontade política. 2 opiniões
avalie fechar
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
Em relação ao texto de Carolina Souza, é preciso fazer uma ponderação. Concordo que o sistema de cotas não é a melhor forma de se gerar inclusão/igualdade, mas daí a achar que as condições em que chegaram os imigrantes são comparáveis a forma como chegaram os escravos ao Brasil é muito ingênuo. Eles não vieram à força ou acorrentados ao país.Os imigrantes precisaram lutar sim pelo seu espaço, mas os negros tiveram e têm obstáculos a mais para enfrentarem, quer sejam internos e externos. O processo de inclusão/igualdade se dará, entre outras coisas, com o incentivo a criação de escolas públicas de melhor qualidade. Escolas de qualidade que devam ser frequentadas não só por negros, mas também por pessoas como a dona Carolina ( peço-lhe desculpas )que escrevem aqui de forma equivocada. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (145)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
avalie fechar
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4302)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca