Dinheiro
16/12/2008 - 14h49

Opep deve cortar 2 mi de barris na produção de petróleo, diz ministro saudita

Publicidade

da Efe, em Orã (Argélia)

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) realizará amanhã um corte da oferta de petróleo de "cerca de 2 milhões" de barris diários (mbd), disse hoje o ministro do Petróleo saudita, Ali bin Ibrahim al Naimi.

Será feito um corte de cerca de 2 mbd, disse Naimi à imprensa após chegar a Orã, na Argélia, para participar da 151ª conferência ministerial do cartel, que ocorre amanhã.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise
Veja as medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise

"De agosto a novembro, a Arábia Saudita reduziu sua oferta em 1,2 mbd, de 9,7 a 8,5 mbd", explicou o ministro do maior exportador mundial de petróleo, e, por isso, líder natural da Opep.

Naimi acrescentou que, como os demais membros da organização retiraram outros 500 mil mbd, no total a Opep reduziu o nível de sua produção em 1,7 mbd.

"Vocês sabem que a oferta [mundial de petróleo] se situa ainda um pouco acima da demanda. Os estoques [reservas armazenadas] estão também acima do normal", explicou Naimi. "Portanto, para equilibrar as coisas, haverá um corte nesta reunião de cerca de 2 mbd."

O ministro saudita não especificou se esse volume será a redução da cota da Opep ou o resultado de uma diminuição menor somada a outra de nações produtoras que não pertençam à organização, principalmente da Rússia.

Se a Opep decidir amanhã retirar do mercado 2 mbd, baterá um recorde ao pactuar o maior corte de sua história, pulverizando a redução de 1,7 mbd estipulada em março de 1999, que entrou em vigor em 1º de abril desse mesmo ano.

Da reunião de amanhã participam como observadores Rússia, Azerbaijão, Omã e Síria, e espera-se que esses quatro produtores independentes se somem aos esforços da Opep com um compromisso para cortar também seu próprio bombeamento.

Comentários dos leitores
celso assis (63) 14/11/2009 12h26
celso assis (63) 14/11/2009 12h26
Imoveis comerciais nos EUA preocupam
Realmente a noticia de hoje do caderno B de economia da folha, é de causar preocupaçoes. Nela o sr george soros até fala em "banho de sangue"que se iniciara nos proximos 15 meses com calotes de 2 trilhoes de US$, que os bancos americanos poderao sofrer nos proximos meses.
Por ist é que sempre se falou : CAUTELA E CALDO DE GALINHA SAO BONS. Devagar com o excesso de otimismo, que so eh bom para especuladores, e empresarios gananciosos, puxa-sacos, e que adoram aparecer.
sem opinião
avalie fechar
Domingos Aparecido (123) 14/11/2009 11h24
Domingos Aparecido (123) 14/11/2009 11h24
RESPOSTA AO SR. MARCELO SCHATZMANN.
Caro amigo virtual, não fique desanimado, com esse sistema tributário que é da época da Segunda Guerra Mundial, daqui 70 anos nós alcançaremos a Argentina no quesito IDH. Quanto a Lei Ruanet, é preciso muita paciência, veja só: a prioridade é projetos para restaurar as imagens das igrejas antigas (idolatria), carnaval, parada gay e grandes shows, Roberto Carlos, Gil, etc. O mais cruel de tudo isso é saber que 70% desses políticos serão reeleitos (segundo pesquisas). Enquanto issso... veja que frase bacana:
" A música é a voz harmoniosa da criação; um eco do mundo invisível; uma nota de concordância divina, que o universo inteiro entoará um dia." - Giuseppe Mazzini.
Maranata.
sem opinião
avalie fechar
joão batista cassio (50) 13/11/2009 23h54
joão batista cassio (50) 13/11/2009 23h54
se liga brasil, essa queda do lucro da petrobras, é mentirosa,na verdade é retirada para caixinha das eleições , são os abutres dando suas primeiras bicadas. essa queda é tão verdade como a cor do bigode do saney, o apagão foi causado por raio. estamos todos nos embaixo de um circulo de lana ou seja no circo , onde os palhaços é o publico, eu, voce,tu e nos. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (352)
Termos e condições
Comentários dos leitores
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 4 opiniões
avalie fechar
Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Estratégias?
O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
3 opiniões
avalie fechar
Manoel Francisco Pereira (73) 13/11/2009 12h02
Manoel Francisco Pereira (73) 13/11/2009 12h02
AS OLIGARQUIAS E OS CORONEIS NO INTERIOR DO BRASIL

Historicamente quem centraliza e direciona as decisões políticas nos municípios são as oligarquias regionais que normalmente dirigem o poder executivo da cidade, controlam tudo e a todos, até mesmo os aparelhos e a instituição do Estado, exercendo uma forte influencia junto às autoridades dos outros poderes, principalmente do legislativo e judiciário. No interior do Brasil essas oligarquias geralmente são comandadas por um coronel político que tem as rédeas do poder local em suas mãos, detém o controle da situação política e social da comunidade com extremado autoritarismo. Suas ações aparentemente são generosas, mas visam somente ainda mais centralizar o poder em suas mãos, e em situações extremas que ameace sua hegemonia à sua reação sempre será contra o regime democrático e o estado de direito.
O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4278)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca