BC americano gastou última "bala" em política monetária, diz economista
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
Para o economista Frederico Turolla, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), o Federal Reserve (o Fed, banco central americano) gastou a "última bala" de sua política monetária para enfrentar a crise econômica que assola os EUA. "Agora, o grande desafio vai ser no ano que vem, mas vai ser na área fiscal. O problema é o tamanho dos déficits dos EUA", comenta.
Em uma decisão surpreendente, o Fed decidiu ajustar a taxa básica de juros de 1% ao ano para uma faixa entre zero e 0,25% ao ano. A maioria dos economistas do setor financeiro apostava em uma redução para 0,50% ao ano.
"Temos que lembrar a taxa anunciada periodicamente era somente uma meta. No dia a dia das operações do Fed com o mercado, sempre variava 0,15 ou 0,20 ponto percentuais. Com a decisão de hoje, o Fed somente sacramenta uma taxa que já era estava na prática, bem no limite", avalia Turolla.
A taxa básica de juros é utilizada pelos bancos centrais durante as negociações de títulos da dívida pública com os bancos, que usam esses juros como referência para suas operações de crédito. Aumentando ou reduzindo essa taxa, os BCs, portanto, influenciam o custo dos empréstimos tanto para empresas quanto para consumidores.
"A primeira reação foi bastante positiva, mas a decisão é, na verdade, uma faca dois gumes. Realmente, o corte traz um grande alívio: na visão do mercado, o Fed acertou no 'timing' de sua decisão, ao acelerar um processo que já ocorreria, dado um certo horizonte de tempo. Só que ele gastou munição. A 'bala monetária' está chegando a zero", avalia.
"O calendário de reuniões do Fomc [o equivalente ao Copom nos EUA] perdeu força como 'market-mover'", sintetiza.
Leia mais
- Todos devem fazer concessões na questão das montadoras, diz governo dos EUA
- Dólar fecha a R$ 2,37; Bovespa valoriza 2,72%
- Bolsas européias fecham em alta com Goldman Sachs e espera por decisão do Fed
- Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Leia mais
- Déficit da Previdência neste ano deverá ser o menor desde 1995
- ArcelorMittal e 10 empresas são acusadas de formação de cartel na França
- Preços no varejo paulistano sobem 0,31% em novembro, aponta Fecomercio
- Suécia prevê para 2009 a pior recessão em 30 anos
- Banco de investimentos da UE aprova seu plano anticrise
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a taxa de juros dos EUA
- 10 questões para entender o tremor na economia
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
avalie fechar
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
avalie fechar
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
avalie fechar