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Dinheiro
17/12/2008 - 09h40

Imobiliárias prevêem queda de 10% nas vendas para 2008

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EDSON VALENTE
Editor-assistente de Imóveis e Construção

As vendas do mercado imobiliário paulistano devem encolher 10% em 2008 e voltar ao patamar registrado em 2006 no próximo ano.

A perspectiva foi apresentada ontem pelo Secovi-SP (sindicato das empresas de compra, venda e locação de São Paulo). "Os anos de 2007 e 2008 foram fora da curva", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato.

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Em 2007, a cidade de São Paulo recebeu 39 mil novas unidades residenciais, e em 2008 deverão ser 35 mil. Em 2006, foram 25.700 unidades.

O balanço de 2008 aponta ainda que as vendas na capital somaram 29.400 unidades residenciais novas de janeiro a outubro, 4,7% mais que o mesmo período de 2007 (28.100).

Mas, com a desaceleração provocada pela crise econômica, a estimativa é chegar ao final de dezembro com apenas 33 mil unidades negociadas, quantidade 10% menor que a de 2007 (36.600) e superior à de 2006 (28.300).

Para 2009, o Secovi-SP calcula um patamar igual ao de 2006: 28 mil unidades lançadas em São Paulo.

O ministro Guido Mantega afirmou à Folha, conforme reportagem publicada no último domingo, que o governo pretende elevar o número de unidades habitacionais financiadas pela Caixa Econômica Federal e por outros bancos de 600 mil para 900 mil.

"É uma meta realizável, mas precisa de subsídios para a população de menor renda", opina Petrucci. "O governo tem a compreensão de que o caminho é esse. Para comprar uma casa de R$ 35 mil ou R$ 40 mil, a família que ganha até três salários mínimos precisa de um cheque em mãos, de cerca de R$ 15 mil, e de um complemento com recurso barato", exemplifica o economista.

E crédito, de fato, não deve ser o gargalo para a aquisição de moradias, concordam os especialistas do Secovi-SP. "Não vai faltar recurso barato para o mercado imobiliário", afirma Petrucci. Ele se baseia em números já apresentados pelo governo: os R$ 30 bilhões disponibilizados com recursos da poupança deverão se repetir em 2009.

Os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), por sua vez, darão um salto de R$ 9 bilhões em 2008 para R$ 17 bilhões em 2009 -R$ 14 bilhões para habitações populares e o restante para aplicação em títulos ligados a esse tipo de empreendimento.
"O maior limitador não será o crédito, mas a capacidade do bolso da classe média", argumenta João Crestana, presidente do Secovi-SP.

Econômicos

Se as classes C e D são as que mais sofrem com a incerteza da economia "por dependerem de emprego e de renda", diz Petrucci, é nelas que os incorporadores deverão focar sua atenção, complementa Crestana.

"Não existe mercado grande para as camadas mais ricas", afirma o presidente do Secovi-SP. "O mercado grande é lá embaixo, e as boas empresas vão trabalhar nele com uma margem menor de lucro e um volume maior de vendas. Se o incorporador não vir isso, não sobreviverá, a não ser que aposte em nichos", completa.

Crestana diz acreditar que o maior filão para os próximos anos estará nos imóveis de até R$ 200 mil, de dois e de três dormitórios. "Não vejo nenhum castigo [para o incorporador] em trabalhar com imóveis abaixo de R$ 350 mil", fala Petrucci. "Temos percebido que o imóvel enquadrado no SFH [Sistema Financeiro da Habitação] é o que tem mais liquidez no mercado", conclui.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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