Dinheiro
17/12/2008 - 11h07

Pedidos de hipoteca nos EUA crescem 2,9% na semana

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da Folha Online

O número de propostas de hipotecas nos Estados Unidos teve alta de 2,9% na semana encerrada no último dia 12, com o índice que apura a quantidade de hipotecas no país ficando em 841,4 pontos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês). Segundo o banco, a redução nos custos dos financiamentos após ações do governo atraiu mais compradores de imóveis.

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Os juros para as hipotecas de 30 anos com taxas fixas caíram 0,26 ponto percentual, para 5,18% no período, menor taxa desde junho de 2003, segundo a associação.

Com essa taxa, as propostas para refinanciamento de hipotecas cresceram 6,5%, ofuscando uma queda de 4,5% nos pedidos de empréstimos para a compra de um imóvel.

A expectativa dos analistas é que, com a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) de ontem, de reduzir a taxa de juros de 1% para uma margem de zero a 0,25%, o ritmo de negócios no mercado hipotecário ganhe alguma força. "Isso não resolve o problema para as pessoas que devem mais do que o valor da própria casa que possuem, mas para uma maioria significativa que está apta a um refinanciamento, é uma boa notícia", disse à agência de notícias Reuters o economista Bob Walters, da Quicken Loans in Livonia.

Mesmo com os juros relativamente mais baixos, as condições para a concessão de empréstimos se tornaram mais estritas, segundo a MBA.

Na semana encerrada no dia 28 de novembro, o número de propostas de hipotecas teve alta recorde, de 112,1%. na mesma semana, o indicador de pedidos de refinanciamento de hipotecas marcou outro recorde, com alta de 203% e o índice de compras de imóveis subiu 38%.

Os dados refletem o anúncio feito na semana passada, pelo Fed, de que irá empregar até US$ 500 bilhões na compra de títulos lastreados em hipotecas que haviam sido garantidas pela Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae --as três empresas hipotecárias que contam com apoio do governo.

Ontem, o Departamento do Comércio informou que a construção de imóveis residenciais nos EUA caiu 18,9% em novembro, para uma taxa anualizada de 625 mil unidades, depois de uma taxa de 771 mil em outubro. Foi a maior queda desde março de 1984.

Na semana passada, no entanto, a NAR (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) informou que as vendas pendentes de casas usadas no país caíram 0,7 pontos em outubro, para 88,9 pontos, contra 89,6 pontos em setembro. O desempenho foi melhor que o esperado pelos analistas do setor, que apostavam em um recuo de 3,2 pontos.

"Há elementos no mercado imobiliário que não são tão desastrosos", disse à Reuters o economista Gregory Miller, da SunTrust Banks. "Ainda há um imenso estoque, mas [o mercado] está se movendo na direção correta."

 

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