Honda reduz pela metade previsão de resultados; Nissan demite no Japão
da France Presse, em Tóquio
A construtora de automóveis japonesa Honda anunciou nesta quarta-feira uma revisão em forte baixa de suas previsões de resultados para 2008, devido à crise econômica, a alta do iene e a queda de vendas de veículos no mundo.
A Honda prevê lucro líquido anual de cerca de US$ 2 bilhões, contra US$ 5,3 bilhões anunciados anteriormente. O faturamento deve ficar em US$ 115 bilhões em 2008, em vez dos US$ 128,5 bilhões projetados antes.
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Além da queda das vendas de veículos nos países ricos, a Honda afirmou que começou a sentir os efeitos da crise nos emergentes.
A forte apreciação do iene em relação a outras divisas, em particular o dólar, minou as margens e a competitividade do construtor japonês.
"O mercado global do automóvel está se contraindo rapidamente", disse o presidente da Honda, Takeo Fukui, em entrevista à imprensa.
"Necessitamos revisar nossos planos de investimento e desenvolvimento e tomar decisões para que o impacto sobre os lucros seja o menor possível, e concentrar os recursos limitados nos lugares adequados", disse Fukui.
No início do mês, a Honda anunciou sua retirada da Fórmula 1 e nesta quarta-feira indicou que está congelando novos projetos, como o lançamento de seu modelo de luxo Acura, previsto no Japão em 2010.
Nissan
A montadora japonesa Nissan Motor também anunciou hoje mais 500 demissões no Japão e uma redução adicional da produção, com o objetivo de adaptar-se à queda da demanda provocada pela crise econômica mundial.
A Nissan vai reduzir em 78 mil veículos a produção das fábricas japonesas de Oppama, Kyushu e Tochigi entre janeiro e março. As atividades também serão diminuídas nas fábricas de motores de Yokohama e Iwaki.
No mesmo período, 500 funcionários temporários serão demitidos nas fábricas afetadas. Ao fim de março, a Nissan não terá mais nenhum trabalhador temporário no Japão. Em outubro, a Nissan já havia anunciado 3.500 demissões em todo o mundo e reduções na produção.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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