Dinheiro
17/12/2008 - 17h42

Juiz decide manter ex-presidente da Nasdaq sob prisão domiciliar

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da Efe, em Nova York

O investidor americano Bernard Madoff, acusado de montar uma das maiores fraudes na história de Wall Street, deverá permanecer em prisão domiciliar e usar um sistema de vigilância eletrônica para evitar ser preso.

O juiz federal Gabriel Gorenstein, da Corte do Distrito Sul de Nova York, anunciou hoje várias mudanças nas condições da fiança fixada na semana passada, depois que o investidor, que é ex-presidente da Bolsa eletrônica Nasdaq, foi detido em seu apartamento de Nova York.

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Entre as mudanças, que foram pactuadas entre os advogados do financista e os promotores federais, foi estabelecido que Madoff permanecerá sob prisão domiciliar a partir das 19h e levará uma pulseira eletrônica que permita às autoridades saber onde está o tempo todo.

Além disso, o juiz exigiu que a esposa do investidor, Ruth Madoff, entregue também seu passaporte, como seu marido já fez, para evitar que possam deixar os Estados Unidos.

Embora não tenha sido acusado de qualquer crime, a imprensa local afirma, sem citar fontes, que está fazendo investigações para verificar se ela ajudou o marido a esconder a fraude.

O casal também precisará entregar outras duas casas que possui em Montauk, Nova York, e em Palm Beach, Flórida.

"Segundo esta ordem e o acordo entre o acusado e o governo para mudar as condições da fiança, não há necessidade de que hoje ocorra uma audiência", explicou o juiz em nota, no que, segundo a imprensa, seria fruto de uma negociação que os advogados de Madoff mantiveram na terça-feira com promotores federais.

Inicialmente, o financista tinha que apresentar quatro testemunhas, por isso hoje deve propor outros dois nomes que se somariam aos já existentes, que são os de sua esposa e seu irmão Peter Madoff.

Uma semana depois de ter sido revelada a fraude, graças à denúncia de seus próprios filhos, Madoff não conseguiu encontrar outras duas pessoas dispostas a respaldar seu acordo de fiança, por isso ambas as partes acordaram as remodelações noticiadas agora.

Desta forma, o juiz também reduziu de quatro a dois o número de testemunhas que deviam aprovar o acordo de fiança e fixou audiência para a próxima segunda-feira.

A fiança original exigia o pagamento de US$ 10 milhões, que foram respaldados com um bônus atrelado à propriedade do apartamento de vários andares que o investidor possui no bairro do Upper East Side de Manhattan.

De acordo com os documentos apresentados até agora aos tribunais, foi o próprio Madoff que, ao ser detido, estimou em US$ 50 bilhões o valor da fraude. O esquema é baseado em um sistema Ponzi --pelo qual são oferecidos investimentos com atraentes rentabilidades, que são abonadas com o dinheiro fornecido pelos novos investidores.

Quando deixam de chegar novos clientes e os primeiros exigem o pagamento de seus juros, a pirâmide financeira desaba e poucos conseguem recuperar seus investimentos.

As remodelações da fiança estipuladas correspondem ao caso que as autoridades federais construíram contra Madoff, que, paralelamente e na mesma corte, enfrenta uma ação civil interposta pela SEC (Securities and Exchange Commission, a Comissão de Valores Mobiliários americana).

Por esse último processo, Madoff foi convocado perante a Corte na próxima sexta-feira, onde deverá ouvir a única acusação do que a SEC o acusa: fraude com ativos.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (61) 28/11/2009 12h42
Olmir Antonio de Oliveira (61) 28/11/2009 12h42
A respeito Dubai. Diferente doque possa parecer ou que comumente digam, dá para se notar o grande esforço que estão fazendo para criar novas fontes de rendas. Mal comparando em se tratando de território relativamente pequenos, ver histório desde o principio, a fundação, seriam como comparamos 'uma grande area rural, fazenda " que foi se transformando e se extruturando, usando recursos advindos do petróleo, consumido de maneira descontrolada pelo mundo, gerando receitas, financiando o sistema que eles possuem, seus estilos de vida "extravagantes" quando visto pelos ocidentais, participações em empresas, bancos, e empreendimento pelo mundo afora, principalmente na europa e na américa do norte, inclusive os maiores consumidores do óleo, e como sabido grandes captadores dos resultados dessas receitas, seriam bilhões investidos. Para o conjunto de "países" "estados" "emirados" deles é tudo mais uma questão contabil, engenharia financeira, entre os seus mandatários "donos" os detentores de titulos de nobreza, suas empresas, e o dito setor "Público", e fundos de investimentos atuantes em diversos segmentos, são mais uma grande empresa, com funcionário e pequenos socios que possuem "pró labore" altissimo, analisando de maneira grosseira tal tipo de extrutura. Em especifico a referida empresa o certo é que o que eles investiram é fonte de grande valorização, acrescimo de "patrimonio" e estão gerando receitas, e as unidades dos empreendimentos também projetam receitas e valor..... sem opinião
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Polycarpo Quaresma (27) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (27) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético 5 opiniões
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Langstein Almeida (7) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (7) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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