Governo estuda medidas para desonerar investimentos, diz Dilma
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que a política monetária será fundamental para que o governo atinja a meta de 4% de crescimento do PIB em 2009. Ela afirmou ainda que o governo prepara novas medidas de desoneração para investimentos.
Em discurso a empresários do setor de infra-estrutura em São Paulo, Dilma não criticou de forma direta a decisão do Banco Central na semana passada de manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. Porém, afirmou que o desafio do governo será a redução do custo financeiro e a retomada do crédito.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja as medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise
"Não temos nenhuma observação sobre a política monetária. [Mas] Essa será uma discussão fundamental para o próximo ano", disse.
Para Dilma, o Brasil leva vantagem para combater a crise financeira global em relação aos países desenvolvidos porque ainda possui margem de manobra tanto nos juros como na área tributária. "Nós temos margem para fazer políticas monetárias e fiscais", disse.
Segundo ela, o governo "tomou todas as medidas de curto prazo possíveis" para aumentar a liquidez de crédito no setor bancário, e lembra que apenas "parte de medidas de desoneração tributária foram anunciadas."
"O ministro [da Fazenda] Guido [Mantega] está estudando medidas de desoneração do investimento", disse.
Crescimento
A ministra explicou aos empresários que o crescimento de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) planejado pelo governo em 2009 não é certo, porém é uma meta a ser perseguida a todo custo.
"Meta não é aquilo que vai ocorrer, mas o que você busca para ocorrer. [Temos meta de crescimento de 4%] Não porque somos fantasistas, mas porque um governo sem metas não tem perspectivas", disse.
Dilma considera que o Brasil está melhor preparado para enfrentar a crise em relação a anos anteriores, "quando os governos quebravam", e pode ser um período de oportunidades para o país se posicionar melhor quando ocorrer a retomada do crescimento global. "O Brasil tem condições de enfrentar a crise. Não significa que ela não exista", disse.
A retomada do crescimento econômico do Brasil, segundo ela, deve ser sustentada em quatro pilares: o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no programa de mobilidade urbana --visando a Copa de 2014--, na construção civil popular e nos investimentos no pré-sal. "Esses quatro pilares sustentam o emprego e o desenvolvimento", defendeu a ministra.
Leia mais
- Crescimento da América Latina em 2009 será o menor em 6 anos, diz Cepal
- Meirelles diz que BC supriu necessidade do mercado por dólares
- Contração no crédito mundial pode chegar a US$ 20 trilhões, diz Meirelles
Leia mais
- BC já usou US$ 53,4 bilhões para segurar alta do dólar em três meses
- Usiminas compra maior distribuidor independente de aços do país por R$ 160 mi
- Leilão de petróleo arrecada R$ 90 mi; Petrobras leva metade dos blocos
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria

avalie fechar
avalie fechar
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
avalie fechar