Dinheiro
18/12/2008 - 14h34

Governo estuda medidas para desonerar investimentos, diz Dilma

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que a política monetária será fundamental para que o governo atinja a meta de 4% de crescimento do PIB em 2009. Ela afirmou ainda que o governo prepara novas medidas de desoneração para investimentos.

Em discurso a empresários do setor de infra-estrutura em São Paulo, Dilma não criticou de forma direta a decisão do Banco Central na semana passada de manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. Porém, afirmou que o desafio do governo será a redução do custo financeiro e a retomada do crédito.

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"Não temos nenhuma observação sobre a política monetária. [Mas] Essa será uma discussão fundamental para o próximo ano", disse.

Para Dilma, o Brasil leva vantagem para combater a crise financeira global em relação aos países desenvolvidos porque ainda possui margem de manobra tanto nos juros como na área tributária. "Nós temos margem para fazer políticas monetárias e fiscais", disse.

Segundo ela, o governo "tomou todas as medidas de curto prazo possíveis" para aumentar a liquidez de crédito no setor bancário, e lembra que apenas "parte de medidas de desoneração tributária foram anunciadas."

"O ministro [da Fazenda] Guido [Mantega] está estudando medidas de desoneração do investimento", disse.

Crescimento

A ministra explicou aos empresários que o crescimento de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) planejado pelo governo em 2009 não é certo, porém é uma meta a ser perseguida a todo custo.

"Meta não é aquilo que vai ocorrer, mas o que você busca para ocorrer. [Temos meta de crescimento de 4%] Não porque somos fantasistas, mas porque um governo sem metas não tem perspectivas", disse.

Dilma considera que o Brasil está melhor preparado para enfrentar a crise em relação a anos anteriores, "quando os governos quebravam", e pode ser um período de oportunidades para o país se posicionar melhor quando ocorrer a retomada do crescimento global. "O Brasil tem condições de enfrentar a crise. Não significa que ela não exista", disse.

A retomada do crescimento econômico do Brasil, segundo ela, deve ser sustentada em quatro pilares: o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no programa de mobilidade urbana --visando a Copa de 2014--, na construção civil popular e nos investimentos no pré-sal. "Esses quatro pilares sustentam o emprego e o desenvolvimento", defendeu a ministra.

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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