Dinheiro
18/12/2008 - 17h08

Lula nega intenção de mudar leis trabalhistas e diz que não há motivo para demissões

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da Folha Online
com Agência Brasil

Atualizado às 17h50.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quinta-feira que o governo estude flexibilizar as leis trabalhistas para evitar o desemprego, em decorrência da crise financeira internacional. Ele disse também que os empresários não têm motivos para demissões e que devem usar os lucros acumulados para pagar funcionários.

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"Não é papel do governo fazer aquilo que os trabalhadores têm que fazer com os empresários. Se, em alguma situação, os trabalhadores quiserem a participação ou a intermediação do governo, estaremos prontos, mas achamos que esse problema é dos trabalhadores e empresários", disse Lula, após almoço em homenagem ao presidente de Cuba, Raúl Castro, no Itamaraty.

Eraldo Peres/AP
Presidente Lula recebeu o colega cubano, Raúl Castro, no Itamaraty, em Brasília
Presidente Lula recebeu o colega cubano, Raúl Castro, no Itamaraty, em Brasília

Lula reiterou que o governo irá fazer todo o possível para evitar que a crise atinja o mercado de trabalho.

"O governo vai fazer de tudo para evitar que a crise atinja o mercado de trabalho. Se, em qualquer circunstância, uma empresa estiver em crise, essa empresa e o sindicato se coloquem de acordo e, com muita maturidade, evitem que os trabalhadores sejam penalizados".

Sobre uma possível ampliação no número de parcelas do seguro-desemprego, em caso de aumento das demissões, o presidente Lula disse que parte dos recursos para o pagamento deveria vir dos lucros acumulados pelos empresários.

"Acho que uma parte dos empresários deveria pagar com uma parte dos lucros que acumularam. O governo não vai deixar de assumir a responsabilidade de cuidar dos trabalhadores, mas nenhum empresário ainda tem motivo para mandar um trabalhador embora", disparou.

Lula afirmou que todos os setores devem ter como prioridade evitar que a parte mais fraca da cadeia, ou seja, os trabalhadores, seja prejudicada. "Não há nenhuma razão para que os trabalhadores sejam mandados embora. É só analisar os números do comércio".

"O papel do empresário, agora, não é encontrar um jeito de ficar mantendo o mesmo lucro. O papel do empresário, agora, é trabalhar de forma muito rápida, junto com o governo, para que a gente evite que a crise chegue a toda a sociedade brasileira", disse Lula.

O presidente afirmou que as medidas anunciadas até agora pelo governo são preventivas, para estimular a continuidade dos investimentos no primeiro trimestre de 2009.

Empresários paulistas

Ontem, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), do Ministério do Trabalho, recebeu de empresários paulistas um estudo que pede a suspensão de contratos trabalhistas por até dez meses. Nesse período, o empregado receberia cursos de qualificação remunerados.

No entanto, a suspensão temporária do contrato de trabalho, medida conhecida como "layoff", exigiria alteração na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), por meio de lei ordinária. Pela lei atual, esse intervalo de treinamento, no qual o trabalhador recebe a "bolsa-qualificação", é de apenas cinco meses. A equipe que elaborou o estudo sugeriu o uso, pelo governo, de uma medida provisória para fazer as mudanças.

Comentários dos leitores
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
"Crise em Dubai pode ameaçar países emergentes..."
A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (68) 29/11/2009 15h11
Olmir Antonio de Oliveira (68) 29/11/2009 15h11
A respeito de questões condominial. Sendo um problema a nivel "nacional", existindo caso da maior gravidade, abritariedades, absurdos de toda ordem e sorte, indo de pequenos prejuizos a casos de condenações e ordenação a crimes. Tem se ótimos sindícos, administradores exemplares e ou até profissionais. Mas o que preocupam são maus exemplos, tanto como administradores e ou como pessoas, que não servem de referência para nada. È perigoso dar vitória a sindíco e conselheiros e ou seus seguidores e ou patrocinadores e ou usualmente que participam da divisão, lucros, em casos especificos são milhões de reais (sequer auditados pela receita federal). No Geral é de se dar ao condominio da glória, a vitória, o justo, o correto ao coletivo,ao comunitário, e a pessoas que são merecedoras de mérito. Isto ocorre tanto em residenciais como em nos chamados comerciais, e até em condonios representativos de shopping center, que por imposição ditam condutas dos "comerciantes" os obrigam a se calarem, não divulgarem coisas que poderiam auxiliar, evitar "vitimas", a exemplos de ocorrencias recentes em SP. Geralmente tais pessoas chegam á tal nivel de intervenção e diretamente e ou indiretamente se apoderam de bens e ou direitos, mas dada a capacidade de articulações e uso e abuso de poder econômico, já existe casos de tais pessoas e ou associadas se vangloriarem de seus feitos, a serem "nortais, pessoas comuns", só resta se lamentar, as leis não os auxilam, lhe garante nada....Só relatar ao I.R. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (68) 29/11/2009 13h10
Olmir Antonio de Oliveira (68) 29/11/2009 13h10
A respeito de direitos condominal. Mesmo pensando se r uma coisa absurda o condomino depender da intervenção ou intermediação "externa" para solucionar questões, que sequer deveriam existir. Espero que no ato, na lei do deputado, seja instituido de maneira profissional, em em prol da imparcialidade, em rol dos direitos da cidadania e de pessoas de boa fé. Se de prioridade para profissionais qualificados, auditores de contas e contratatos, especialistas em direitos humanos, tecnicos auditores em processos construtivos e ou de reformas, tecnicos especialistas em segurança e assuntos correlatos, especialistas em criminalistica, em esquemas contra patrimônios, bens e direitos, creio que uma meia duzia de especialistas. Pode parecer serem coisas sem importancia, mas na atualidade isto já é tido como um nascedouro de criminalidade que estão se ramificando para a politica em todos os niveis e todos os graus da ciminalidade e subversão da ordem pública. Certamente não vai precisar de uma grande extrutura, mas sim de bom profissionais, idoneos, e habeis negociadores e ou interventores, pessoas capazes de restabelecer a boa ordem geral, independente do nivel e ou graduação das pessoas e ou "condominios" emvolvidos.... Direitos e deveres a todos, nada de imposições, por qualquer razão e ou causa, de força fisica e ou até ade uso ou abuso de poder econômico.... sem opinião
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