China pode aproveitar crise para impulsionar reestruturação nacional
da Efe
A China deve aproveitar a crise para sua reestruturação e o desenvolvimento de bens de capital, logística moderna, serviços financeiros, comércio eletrônico e inovações culturais, afirmou Jia Qinglin, presidente da CCPPCh (Conferência Consultiva Política do Povo da China, principal órgão assessor).
Além disso, a crise global também pode ser uma boa oportunidade para que a China aumente seu poder e peso nas votações do FMI (Fundo Monetário Internacional), informou nesta segunda-feira o jornal oficial "China Daily".
Segundo Qinglin, na reestruturação econômica que deverá ser feita durante a crise, Xangai, capital econômica do país, pode dar exemplo de crescimento impulsionando a demanda interna e organizando eventos como a Expo Universal de 2010.
Sobre as mudanças no sistema de cotas e votos no FMI, que é debatido há anos, o "China Daily" destacou que "alguns países desenvolvidos seguem reticentes a dar mais peso aos emergentes".
"Mas, à medida que a crise se aprofunda e estende, surgirão oportunidades para que os países emergentes aumentem suas cotas, pois a instituição pode precisar de mais injeções de capital", acrescentou.
Sob o sistema atual, a distribuição de cotas no FMI faz-se por fórmulas matemáticas e a de cada membro determina seu poder de voto e acesso ao financiamento do FMI, onde cada um recebe automaticamente 250 votos básicos e obtém os adicionais com base na cota.
Especialistas citados pelo jornal chinês destacaram que a cota da China no FMI "ainda não é representativa", embora tenha aumentado junto às do México, da Coréia do Sul e da Turquia.
"A capacidade dos desenvolvidos de injetar capital no FMI está submetida à pressão, mas outros como China, Brasil, Rússia e Índia contam com reservas que a instituição necessita, o que também permitiria o aumento de suas cotas e votos por contribuir mais", disse Zhang Ming, da Academia de Ciências Sociais da China.
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